AtivaPsico

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Prestação de serviços de promoção de saúde mental e bem-estar. Serviços de psicologia.

11/06/2026

Recebidinhos, que fala, né?! 😜

Hoje recebi esta linda tela de um paciente. Ele disse que as cores vibrantes combinam comigo. Achei curioso como essa disputa entre o vibrante e o sóbrio, com um centro acolhedor, parece mesmo conversar com quem sou.

Descrever o que é ser terapeuta é não temer os clichês: em muitos momentos, somos doadores de esperança; abrimos janelas para apresentar vistas a partir de outros pontos; às vezes, passamos o café para atualizar as fofocas. Mas, sobretudo, ajudamos a religar as pessoas ao fio da vida e a construir a vontade de tecer uma linda peça com ele.

Sim, gosto do que faço. E fico feliz por ser enxergado como alguém vibrante nesse lugar.

Gratidão por compor nosso espaço.

09/06/2026

Hoje, depois do trabalho, parei em uma mercearia para fazer uma compra rápida.

Antes mesmo de perguntar meu pedido, o atendente me surpreendeu:

— Você gosta de ler?

Demorei para responder. Eu estava preparado apenas para seguir o roteiro habitual da interação.

Pedi para ele repetir.

Ele riu.

E me contou que tinha acabado de ler três livros. Nunca tinha sido leitor, mas aqueles três livros despertaram algo nele. Agora queria o próximo.

— Me indica um livro?

Perguntei do que ele gostava.

— Comunicação. Psicologia. Liderança.

Achei engraçado o nível de especificidade.

Então ele me mostrou o celular. Estava comprando o livro naquele exato momento e disse que eu escolheria o título.

Confesso que me senti pressionado.

Principalmente quando vi algumas opções de autoajuda e percebi que, como psicólogo à paisana, eu precisaria dar uma resposta.

Acabei indicando Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Sim, eu conheço as críticas ao livro. Muitas delas são pertinentes.

Mas, naquele momento, não foi o psicólogo crítico que respondeu.

Foi o jovem adulto que eu já fui conversando com o jovem adulto que estava na minha frente.

Lembrei de quando esse livro chegou até mim, no início da faculdade. Das conversas que ele gerou. Das reflexões sobre valores, responsabilidade, escuta, cooperação e sobre a difícil tarefa de alinhar aquilo que acreditamos com aquilo que fazemos.

Antes mesmo de eu terminar meu pedido, ele já tinha finalizado a compra.

Foi uma conversa de poucos minutos.

Mas saí dali pensando em como a leitura muda trajetórias.

E em como, às vezes, sem perceber, participamos de pequenos capítulos da história de alguém.

Espero que ele aproveite muito o quarto livro da vida dele.

E que nunca perca essa curiosidade.

E você? Qual livro indicaria para alguém que está descobrindo agora o prazer da leitura?

04/06/2026

Demorei bastante para testar o Grok.

Não por falta de curiosidade, mas justamente por receio de encontrar o que encontrei.

Resolvi pedir algo simples: que explicasse seus conceitos, suas funções e de que forma poderia me ajudar no dia a dia. Entre as respostas, me deparei com conteúdos como o da imagem abaixo.

Uma IA que se apresenta como ferramenta de conhecimento e apoio produzindo textos que reduzem fenômenos sociais complexos a frases de efeito, ataques a grupos sociais e generalizações agressivas.

O problema não é uma inteligência artificial ter opiniões.

O problema é uma plataforma tecnológica, acessada por milhões de pessoas, apresentar preconceitos, simplificações e estereótipos como se fossem análise crítica ou “coragem para dizer verdades”.

Quando uma IA afirma que o feminismo é desculpa para mulheres não assumirem responsabilidades, que movimentos negros são uma indústria do vitimismo ou que a pobreza é consequência de burrice e preguiça, ela não está promovendo pensamento crítico.

Está apenas reciclando discursos ideológicos já conhecidos, revestidos de uma falsa aparência de neutralidade tecnológica.

E talvez seja justamente isso que mais me preocupa.

A fantasia de que uma máquina está apenas “falando a verdade” quando, na prática, está reproduzindo narrativas políticas e culturais bastante específicas.

Penso que toda produção de sentido tem contexto. Nenhuma narrativa surge do nada. Nenhuma tecnologia é neutra. Nenhum algoritmo está fora da cultura.

O que vi hoje não foi uma inteligência artificial sem filtros.

Foi uma inteligência artificial com filtros muito claros, mas vendida como se não tivesse nenhum.

E essa diferença importa.

Muito.

Photos from AtivaPsico's post 22/05/2026

Hoje me perguntaram se existe algum momento em que a vida para de cobrar tanto da gente.

E eu devolvi perguntando:
será que existe algum momento em que nós paramos de cobrar tanto da vida?

Talvez a vida siga exigindo.
Mas, às vezes, ela também abraça.

Sempre com os meus ❤️

21/05/2026

Quero dividir uma notícia muito importante para mim: a partir desta semana, mudo de endereço profissional.

Quem faz atendimento online vai perceber que teremos um novo cenário. Saímos do escritório montado na minha casa e passamos para um consultório de fato.

Na prática, para atendimentos on-line, isso significa um espaço com internet mais robusta, menos interferências dos sons domésticos (interfone, meus filhos — os que falam e os que latem 🐶) e um ambiente ainda mais preparado para os nossos encontros.

E, para quem está em São Paulo, agora também poderemos nos encontrar presencialmente:

📍 Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2369 — Conjunto 1203
CEP 01452-000

Podemos tomar um café, trocar mudas de plantas, levar artes para deixar essas paredes menos brancas, conversar mais de perto…

Começa a nascer o .da.escuta — já curte para ficar por dentro das novidades. Vem muita coisa por aí!

Estou muito animado com essa nova fase e muito feliz em compartilhar isso com vocês.

Bora? ☕🌿

Photos from AtivaPsico's post 08/05/2026

Ainda tentando encontrar palavras para tudo que senti.

Foi muito especial apresentar um trabalho tão atravessado pela minha história, pela clínica, pela escuta e pelos afetos: “Paternidades Possíveis”.

Sou profundamente grato ao , minha casa nesses últimos anos. Um espaço que me acolheu e permitiu que eu crescesse como terapeuta, pesquisador e pessoa.

À minha turma — minha torcida organizada oficial 😂 — obrigado por cada sorriso, cada olhar de incentivo e cada abraço antes e depois da apresentação.

Às minhas orientadoras, .shizue e : obrigado por me ajudarem a escrever com técnica e coração caminhando juntos. Vocês foram fundamentais para que esse trabalho existisse da forma como existiu. E por me ensinar tanto nesse percurso.

E foi uma honra enorme receber a escuta e os comentários da , referência nos estudos, que trouxe palavras tão generosas e incentivadoras sobre minha escrita e meu caminho daqui pra frente.

Hoje encerro um ciclo… mas com a sensação bonita de que talvez muita coisa esteja só começando.

04/05/2026

Hoje encontrei um recado na minha agenda de trabalho. Um bilhete simples, escrito com a espontaneidade de quem ainda vê o mundo com delicadeza: minha filha.

Entre reuniões, prazos e responsabilidades, aquele pequeno gesto me atravessou. Porque ali não tinha só um desenho ou algumas palavras — tinha vínculo, presença e, principalmente, significado.

A gente fala muito sobre propósito no trabalho. Sobre impacto, legado, transformação social. Mas, às vezes, esquece que existe alguém olhando tudo isso de um lugar muito mais sensível e verdadeiro: nossos filhos.

Eles não entendem nossos cargos, metas ou entregas. Mas percebem — profundamente — o que sustentamos com o nosso tempo, energia e escolhas. Sentem quando o nosso trabalho tem sentido. Quando estamos construindo algo que ultrapassa o imediato.

Talvez uma das formas mais potentes de educar seja essa: permitir que eles enxerguem que o trabalho não é só sobrevivência, mas também contribuição. Que aquilo que fazemos pode, de alguma forma, melhorar o mundo que eles vão herdar.

E, ao mesmo tempo, lembrar que nenhum impacto externo substitui o que construímos dentro de casa.

No fim, esse bilhete me fez pensar que legado não é só aquilo que deixamos para o mundo — é também aquilo que deixamos em quem caminha ao nosso lado enquanto construímos esse mundo.

E isso começa no afeto.

13/04/2026

A publicação do Parecer nº 6/2026 pelo Conselho Federal de Enfermagem, ao reconhecer a possibilidade de utilização da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) por enfermeiros, nos convida a um debate que vai além de disputas corporativas e toca diretamente na qualidade do cuidado em saúde mental. A TCC, enquanto abordagem psicoterapêutica baseada em evidências, não se reduz à aplicação de técnicas ou protocolos: ela envolve raciocínio clínico, compreensão aprofundada da psicopatologia, manejo da relação terapêutica e uma formação específica que sustenta o processo psicoterapêutico em sua complexidade.

Nesse contexto, a questão central não é a relevância da atuação multiprofissional — que é indiscutível e necessária —, mas sim os limites entre intervenções em saúde mental e a prática da psicoterapia. Quando ampliamos o uso de ferramentas psicoterapêuticas para além de determinadas formações, é fundamental refletir sobre quais critérios garantem a qualidade, a segurança e a ética do cuidado ofertado.

Talvez o ponto mais importante não seja “quem pode” ou “quem não pode”, mas sim: o que define, de fato, a competência para conduzir um processo psicoterapêutico?

No fim, é preciso reconhecer que todos os profissionais de saúde têm seu espaço, sua importância e suas responsabilidades. Justamente por isso, é fundamental estarmos atentos a esses limites, não como barreiras, mas como garantias de um cuidado mais qualificado e ético. F**a o convite para que mais profissionais entrem nessa reflexão — com abertura, respeito e compromisso com aquilo que realmente importa: o cuidado com as pessoas.

06/04/2026

Os dados da PeNSE 2024, conduzida pelo IBGE e divulgada em março de 2026, vão além de números: revelam um sofrimento psíquico intenso e silencioso na adolescência brasileira.

Tristeza frequente, solidão e perda de sentido na vida indicam mais do que oscilações esperadas — apontam fragilização de vínculos, pertencimento e identidade, pilares do desenvolvimento psíquico.

A adolescência, já marcada por transições e busca por reconhecimento, torna-se ainda mais vulnerável diante da pressão social, uso excessivo de redes, bullying e desigualdades. O fato de meninas relatarem o dobro de perda de vontade de viver reforça a importância de olhar para marcadores de gênero e contexto social.

A irritabilidade, muitas vezes vista como “comportamento difícil”, pode ser expressão de sofrimento não elaborado — um pedido de escuta.

A escola tem papel central, mas exige mais do que ações pontuais: é preciso construir espaços seguros, fortalecer redes de apoio e investir em políticas públicas consistentes.

Cuidar da saúde mental dos adolescentes é cuidar do futuro.

Referência:
IBGE. PeNSE 2024. Dados divulgados em março de 2026.

21/03/2026

O que acontece dentro e fora das escolas não é desconectado — é relacional.

O recente episódio envolvendo estudantes e mensagens violentas contra meninas não pode ser tratado como um “caso isolado” ou apenas disciplinar. Ele é expressão de algo maior: formas de relação que estão sendo aprendidas, reproduzidas e, muitas vezes, naturalizadas.

Acredito que comportamentos como esses não surgem no vazio. Eles se constroem em redes de sentido — atravessadas por gênero, poder, cultura, mídia, família e pelos próprios espaços escolares.

Por isso, enfrentar situações como essa exige mais do que punição. Exige estrutura.

Precisamos de escolas que:
• Criem espaços contínuos de diálogo sobre gênero, respeito e convivência
• Desenvolvam práticas pedagógicas que problematizem violências naturalizadas
• Preparem educadores para mediar conversas difíceis com segurança e intencionalidade
• Incluam as famílias nesse processo, ampliando a responsabilidade coletiva
• Trabalhem não apenas na reação, mas principalmente na prevenção

Quando falamos de violência contra grupos minorizados, estamos falando de relações que foram distorcidas — e que precisam ser reconstruídas.

A escola é um dos poucos lugares com potência real de intervir nisso de forma estruturada, ética e transformadora.

Se não ensinarmos outras formas de se relacionar, o que estamos ensinando por omissão?

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