Priscila Luqui I Dor e Anestesiologia
Dor • Anestesiologia
Muitas pessoas convivem com dor por anos e começam a acreditar que “vai ser assim para sempre”.
Mas a verdade é que existem muitos motivos para um tratamento não dar certo:
diagnóstico incompleto, múltiplos mecanismos de dor, abordagem inadequada ou simplesmente a necessidade de um olhar mais especializado.
Dor crônica não deve ser o destino de ninguém.
Persistir no cuidado pode mudar completamente a história da dor.
🔬 Energia celular em ação
Nossas células possuem sua própria energia, fundamental para o reparo tecidual e alívio da dor. O campo eletromagnético pulsado atua como um estímulo para restaurar essa energia, auxiliando o corpo a se recuperar de forma natural.
Entender o funcionamento celular e o papel da tecnologia no tratamento da dor é essencial para quem busca saúde com ciência e consciência.
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TratamentoDaDor CiênciaNaPrática InovaçãoEmSaúde
09/03/2026
Muitas pessoas que convivem com dor crônica escutam apenas uma explicação:
“deve ser alguma lesão”.
Mas nem sempre é só isso.
Em muitos casos, o sistema nervoso passa a funcionar como se o acelerador da dor estivesse pressionado e o freio natural do corpo estivesse enfraquecido. Esse fenômeno é chamado de sensibilização central.
E, ao mesmo tempo, pode existir também alguma lesão estrutural, como tendinite, bursite ou artrose.
Por isso o tratamento precisa olhar para mais de um caminho ao mesmo tempo.
Cuidar da dor envolve regular o sistema nervoso, fortalecer os mecanismos naturais de controle e tratar as estruturas quando necessário.
Não é sobre escolher uma única estratégia.
É sobre entender o mecanismo da dor e cuidar do corpo de forma completa.
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No tratamento da dor, não existe solução única.
Tratamento farmacológico, procedimentos intervencionistas e mudanças no estilo de vida são pilares extremamente importantes.
Eles fazem parte de um cuidado sério e baseado em evidência.
Mas ao longo da minha prática, percebi que as tecnologias de terapia física têm muito a somar nesse processo.
As ondas de choque estimulam regeneração tecidual, melhoram a circulação local e ajudam a reorganizar tecidos que sofreram com inflamação crônica.
O campo eletromagnético pulsado atua em nível celular, modulando processos inflamatórios e influenciando os mecanismos biológicos da dor.
Quando usamos essas tecnologias de forma estratégica, conseguimos criar um ambiente mais favorável para a recuperação do organismo.
Não se trata de substituir outras formas de tratamento.
Se trata de ampliar as possibilidades terapêuticas.
Porque tratar dor, de forma moderna, significa integrar conhecimento, ciência e tecnologia a favor do paciente.
É muito comum pacientes chegarem ao consultório dizendo:
“Eu tenho fibromialgia.”
E sim, muitas têm.
Mas, durante a avaliação, também encontramos:
▫️ Tendinopatias
▫️ Bursites
▫️ Sobrecargas mecânicas
▫️ Artrose
▫️ Disfunções miofasciais
A fibromialgia é uma síndrome de sensibilização central, significa uma alteração no processamento da dor.
Ela não exclui patologia estrutural.
O que acontece é que, em um sistema nervoso sensibilizado, lesões periféricas podem gerar uma resposta dolorosa mais intensa e persistente.
Não é “tudo fibromialgia”.
E não é “tudo lesão”.
É a integração entre estrutura e neuroprocessamento.
Essa compreensão muda completamente o plano terapêutico.
Condição reconhecida dentro do espectro das dores crônicas pela
Organização Mundial da Saúde.
Raciocínio clínico evita simplificações perigosas.
O consenso do European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP2) é claro:
a redução da força muscular é o principal critério para o diagnóstico de sarcopenia e mais determinante que a própria massa muscular.
No climatério, a queda do estrogênio impacta síntese proteica, função neuromuscular e inflamação de baixo grau.
Ignorar força muscular nessa fase é negligenciar risco funcional, dor e perda de autonomia.
Não é estética.
É prognóstico.
Dor nova ou piora de dores antigas no climatério pode não ser coincidência. A ciência explica.
Durante o climatério ocorre uma queda progressiva do estrogênio, um hormônio que também tem papel importante na modulação da dor, na inflamação e na saúde musculoesquelética.
Essa mudança hormonal pode estar associada a:
• aumento da sensibilidade à dor
• piora de dores articulares e musculares
• maior risco de perda de massa muscular (sarcopenia)
• agravamento de condições dolorosas pré-existentes.
Hoje sabemos que músculo, osso, metabolismo e sistema hormonal funcionam como uma unidade integrada, o que ajuda a entender por que tantas mulheres relatam mudanças no padrão de dor nessa fase da vida.
Ignorar essas queixas como “parte natural da idade” pode atrasar diagnóstico e tratamento.
Dor no climatério merece investigação e abordagem adequada.
Base científica:
• EWGSOP2 Sarcopenia Consensus
• Relação entre sarcopenia e dor crônica em mulheres no envelhecimento musculoesquelético.
dorcronica
24/02/2026
Fibromialgia não é falta de força.
Não é exagero.
E não é uma condição sem explicação.
As diretrizes mais recentes reforçam algo que já vemos todos os dias no consultório: o tratamento eficaz não é baseado apenas em medicação, mas em uma abordagem integrada que envolve movimento, educação em dor, regulação do sono, autonomia e acompanhamento contínuo.
Hoje sabemos que a fibromialgia está relacionada a uma alteração na forma como o sistema nervoso modula a dor.
Por isso, o objetivo do tratamento não é apenas “apagar sintomas”, e sim ajudar o corpo a reagir de forma mais equilibrada aos estímulos do dia a dia.
Cuidar da dor é processo.
É ciência, mas também é escuta e compreensão.
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A pesquisa da Quaest revela algo que vemos todos os dias:
o brasileiro valoriza a família, a fé e a saúde,
mas convive com cansaço e pequenas dores que se acumulam.
Na clínica Celeste, acreditamos que cuidar do corpo é um gesto de atenção e de respeito,
antes que qualquer sinal se torne obstáculo.
Na acupuntura, o corpo não é visto apenas como músculos e ossos.
Ele é entendido como uma rede de canais de energia (meridianos), por onde circula o Qi, a energia vital.
A massagem atua principalmente no músculo, na fáscia e na circulação local.
A acupuntura vai além: estimula pontos específicos desses canais, ajudando o corpo a regular dor, inflamação, emoções e funções internas.
Não é sobre relaxar um ponto isolado.
É sobre equilibrar o sistema como um todo.
🌿 Por isso, muitas vezes tratamos um ombro…
e o alívio vem porque o corpo inteiro entrou em harmonia.
Se você quer entender seu corpo de forma mais completa, a acupuntura pode ser um caminho poderoso.
Dor miofascial não é “dor sem causa”.
É uma síndrome dolorosa real, que nasce no músculo e na fáscia, marcada por pontos gatilho, rigidez, dor em aperto ou peso, limitação de movimento e piora com sobrecarga, postura e estresse.
Muitas vezes, os exames estão normais e isso faz com que a dor seja minimizada ou ignorada.
Mas o corpo continua sinalizando.
O tratamento não é apenas aliviar.
É entender o padrão da dor, reduzir a sensibilização, devolver função e evitar que ela se torne crônica.
👉 Se você convive com esse tipo de dor, não normalize.
Dor miofascial tem tratamento e começa com uma boa avaliação.
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