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03/02/2026
O movimento pela da federalização do caso Orelha ganha força no Brasil. Organizações não governamentais (ONGs) solicitaram formalmente que o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) assumam a investigação. Segundo as instituições, há risco de falhas na apuração e, consequentemente, impunidade.
O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, em parceria com o Instituto de Proteção Animal do Brasil e a Associação Gaia Libertas apresentaram representação ao MPF e à PF na segunda-feira (2/2).
Segundo a protetora de animais do Distrito Federal (DF) e advogada do Fórum Nacional, Ana Paula Vasconcelos, a federalização do caso Orelha é necessária diante das inúmeras contradições apresentadas pela Polícia Civil de Santa Catarina ao longo da investigação, além de indícios de influência de autoridades ligadas às famílias envolvidas sobre os órgãos locais.
De acordo com a representação, existem indícios de parcialidade institucional, condução insuficiente das investigações e risco concreto de inefetividade da persecução penal.
Paralelamente, segundo o documento, há possibilidade de que os crimes tenham sido praticados ou incentivados por meio de plataformas on-line, no contexto de desafios de crueldade contra animais, circunstância que agrava os fatos e atrai a competência da PF para a apuração.
Manifestantes de diferentes estados do Brasil saíram às ruas na tarde de sábado (31/1) para cobrar justiça pela morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC). O animal foi torturado por quatro adolescentes e deixado para morrer. Diante da gravidade dos ferimentos, o cãozinho precisou ser submetido à eutanásia.
No DF a concentração ocorreu ao lado do ParkDog na quadra SQSW 104, no Sudoeste. O movimento foi encabeçado pela Associação Apdog. A “cãominhada” ocorreu com o apoio do Detran e da Polícia Militar, garantindo a segurança e a organização de todo o trajeto.
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🤳 Reprodução/Redes sociais
03/02/2026
O deputado federal Célio Studart (PSD-CE), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Animais, protocolou, nesta segunda-feira (2/2), uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitou a federalização das investigações do caso do cão Orelha.
A notícia-crime é o instrumento usado para comunicar formalmente às autoridades a existência de indícios de crime, dando início à análise para abertura de investigação.
No documento enviado a PGR, o parlamentar afirma que o caso do cão Orelha, em Florianópolis (SC), que ganhou repercussão nacional, expôs indícios da atuação de grupos organizados em ambientes digitais, que estariam coordenando ataques, incentivando a tortura e promovendo a execução de cães como parte de “desafios” disseminados em plataformas online.
O deputado pede urgência na apuração dos fatos. Entre as providências solicitadas à PGR, estão:
▪️ a instauração de procedimento administrativo para acompanhar o caso em nível nacional
▪️a articulação com a Polícia Federal para quebra de sigilo de dados telemáticos, identificação de administradores e participantes dos grupos virtuais
▪️além do compartilhamento de informações com os Ministérios Públicos Estaduais.
Studart ainda solicita “a mais breve” apuração dos fatos e colheita de provas necessárias, em especial, a prova documental, com rastreio de IP das mensagens veiculadas pelos envolvidos no crime, “para que seja possível identificar a origem desta onda de violência.”
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🤳 Reprodução
21/08/2021
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