dradaniellealvim
🧠Psiquiatra CRM 61244/ RQE 38283
🧸Pós graduanda em Infância e Adolescência
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📍Rua Dom Pedro II, 541, sala 605 -GV
22/05/2025
Quando lidamos com crianças, adolescentes e suas famílias, é comum nos depararmos com dúvidas e conflitos sobre limites, regras e criação. Um dos pontos mais importantes — e muitas vezes mal compreendidos — é a diferença entre autoridade e autoritarismo. Embora os termos se pareçam, seus efeitos sobre o desenvolvimento emocional e a saúde mental são profundamente distintos.
-Autoridade é quando o adulto educa com firmeza e afeto. Ele orienta, escuta, impõe limites claros e consistentes, oferecendo segurança emocional. Isso fortalece a autoestima e o senso de responsabilidade da criança.
-Autoritarismo, por outro lado, é o controle pelo medo. Envolve gritos, punições severas e falta de diálogo. A obediência vem da intimidação — e o preço pode ser alto: ansiedade, insegurança e baixa autoestima.
O modo como adultos exercem sua função de cuidado impacta diretamente a formação da identidade emocional e social da criança. E como psiquiatra, temos o papel de orientar, acolher e desconstruir padrões nocivos de educação, ajudando as famílias a encontrarem caminhos mais saudáveis para exercer o cuidado e os limites — sempre com empatia, firmeza e amor.
Educar é um ato de construção afetiva, e a forma como exercemos nossa presença na vida das crianças e adolescentes faz toda a diferença no que elas se tornam.
18/05/2025
Muitas vezes, o sofrimento psicológico é invisível. E a dor que não se trata, se repete em silêncio. Neste 18 de Maio, que possamos olhar com mais empatia, acolhimento e responsabilidade para nossas crianças e adolescentes.
15/05/2025
Você já se pegou rolando o feed sem parar, abrindo e fechando o mesmo aplicativo várias vezes, mesmo sem receber novas notificações? Essa “fome por estímulo” não é coincidência — ela é parte de um mecanismo cerebral poderoso, que envolve um neurotransmissor chamado dopamina.
A dopamina está diretamente ligada ao nosso sistema de recompensa. É ela que nos dá a sensação de prazer, motivação e expectativa quando algo bom está prestes a acontecer. E é justamente isso que faz com que o celular se torne tão viciante.
Cada curtida, notificação ou vídeo novo ativa pequenos picos de dopamina. O cérebro entende esses estímulos como recompensas rápidas e começa a desejar mais. O problema é que, com o tempo, esse sistema entra em desequilíbrio. A dopamina passa a ser liberada em excesso por estímulos digitais, e outras fontes de prazer — como um bom livro, uma conversa significativa ou até o simples ato de estar presente — começam a parecer “entediosas” ou sem graça.
É por isso que muita gente relata dificuldade de concentração, ansiedade aumentada, sensação de inquietação constante e até episódios de insônia. O cérebro entra num ciclo de busca contínua por novidade e recompensa instantânea — típico do vício. Não se trata de “falta de força de vontade”. O vício digital é um fenômeno real e neurobiológico, com impacto direto na saúde mental.
Reconhecer esses padrões é o primeiro passo e criar a melhor estratégia é essencial. Seu cérebro precisa de pausas. Sua mente precisa de silêncio. E seu bem-estar não deveria depender de uma tela para existir.
13/05/2025
Se você tem vivido oscilações de humor, perda de interesse, irritabilidade frequente ou crises emocionais, procure ajuda. Transtornos de humor têm tratamento — e o diagnóstico precoce faz toda a diferença.
08/05/2025
Se você sente que está vivendo no limite, não ignore os sinais.
O primeiro passo para se reconectar consigo mesma e viver a maternidade com mais leveza e verdade.
06/05/2025
Vivemos em uma sociedade que busca soluções rápidas para o sofrimento emocional. Diante da ansiedade, tristeza, insônia ou irritabilidade, muitas vezes a primeira resposta é recorrer a medicamentos. Embora os remédios psiquiátricos tenham um papel fundamental no tratamento de diversos transtornos mentais, o uso indiscriminado e excessivo pode trazer riscos silenciosos que comprometem a saúde física e emocional.
O excesso de medicamentos pode levar a efeitos colaterais importantes, como alterações no metabolismo, ganho de peso, sedação excessiva, prejuízos na função cognitiva e até o desenvolvimento de dependência química. Em vez de promover a melhora integral do paciente, o uso desenfreado pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico real e impedir que causas mais profundas sejam devidamente tratadas.
Outro risco é a chamada polifarmácia, quando o paciente faz uso de vários medicamentos simultaneamente, muitas vezes sem uma análise criteriosa de interações medicamentosas. Isso pode gerar um ciclo perigoso de novos sintomas, que acabam sendo tratados com ainda mais remédios, sem resolver o problema de base.
É fundamental lembrar que medicamentos devem ser utilizados como parte de um plano de tratamento mais amplo, que envolva o cuidado integral da saúde mental. Psicoterapia, mudanças no estilo de vida, apoio familiar e intervenções multidisciplinares são pilares essenciais para uma recuperação real e duradoura.
Lembre-se: Você não precisa se entupir de comprimidos pra viver melhor.
01/05/2025
Procurar um psiquiatra não é sinal de fraqueza — é um ato de cuidado e responsabilidade consigo mesmo. O tratamento pode envolver acolhimento, reorganização da rotina, mudanças no estilo de vida, psicoterapia e, em alguns casos, uso de medicação para estabilizar o quadro.
Sua saúde mental importa. Seu bem-estar precisa caber na sua agenda.
29/04/2025
Nosso cérebro não sabe a diferença entre fugir de um leão e correr uma maratona, resolver um problema no trabalho ou ficar preso em pensamentos catastróficos. Para ele, tudo é ameaça. E toda vez que ele percebe uma ameaça, ativa o “modo de sobrevivência”: acelera os batimentos, aumenta a tensão muscular, libera hormônios como o cortisol e a adrenalina. É como se ele dissesse: “corra, lute, fuja!”
O problema é que, na ansiedade, esse alerta é acionado o tempo todo — mesmo quando não há nenhum perigo real. E sabe o que acontece? Seu corpo se acostuma a esse estado de alerta. Ele se adapta à descarga constante de hormônios do estresse. E aí, vira um ciclo.
Quanto mais você sente ansiedade, mais seu cérebro se condiciona a buscar situações ou pensamentos que mantenham aquele estado. É como se ele dissesse: “opa, isso aqui é familiar, é assim que a gente funciona”. E sem perceber, você entra num padrão vicioso: pensamentos ansiosos geram reações físicas, que aumentam a sensação de ameaça, que alimenta mais pensamentos ansiosos… e o ciclo se repete.
Ansiedade vicia porque o corpo se acostuma com o caos. Mas a boa notícia é que também dá pra ensinar o cérebro a sair desse ciclo. E se você precisar de apoio, estou aqui para te ajudar.
24/04/2025
Pessoas com Transtorno de Personalidade Histriônica tendem a buscar constantemente ser o centro das atenções, demonstrando emoções intensas e, muitas vezes, exageradas. Essa necessidade pode impactar relacionamentos, autoconfiança e até a qualidade de vida.
Você conhece alguém assim?
22/04/2025
Identificar esses padrões é o primeiro passo para superá-los!
Mas, não precisa passar por tudo isso sozinha. Entre em contato comigo e venha cuidar de você.
17/04/2025
Conviver com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser desafiador tanto para quem tem o diagnóstico quanto para familiares, amigos e parceiros. O TPB é caracterizado por intensas oscilações emocionais, medo do abandono, impulsividade e dificuldades nos relacionamentos. Para quem convive com essa condição, o mundo emocional pode parecer um turbilhão, onde pequenas situações podem desencadear reações intensas, desde episódios de raiva até sentimentos profundos de vazio e tristeza.
A instabilidade nas relações é uma das marcas do transtorno. Muitas vezes, a pessoa com Borderline pode idealizar alguém em um momento e, no instante seguinte, sentir decepção extrema, o que pode levar a conflitos e afastamentos. Além disso, há um medo intenso de ser rejeitado ou abandonado, mesmo quando isso não é real, o que pode gerar comportamentos impulsivos na tentativa de evitar essa sensação.
Para quem convive com alguém que tem Borderline, é essencial desenvolver paciência, compreensão e estabelecer limites saudáveis. O suporte emocional é fundamental, mas isso não significa aceitar tudo sem ressalvas. O equilíbrio entre acolhimento e respeito às próprias necessidades é crucial para um relacionamento mais harmonioso.
O tratamento adequado, que pode incluir terapia e, em alguns casos, medicação, ajuda a pessoa com Borderline a desenvolver maior controle emocional, melhorar suas relações e ter mais qualidade de vida. Se quiser saber mais informações, entre em contato comigo.
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