Dani Fioravante

Dani Fioravante

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- Psicóloga clínica infantil e do adolescente

- Mentora de mães

-Mestre em Análise do Compor

29/05/2026

Uma das maiores proteções que uma criança pode ter não é saber todas as respostas. É saber que pode fazer perguntas.

Quando uma criança pergunta sobre s&xu@lid@d&, corpo ou relacionamentos, ela não está pedindo uma aula completa. Na maioria das vezes, ela está buscando compreender algo que observou ou ouviu.

O problema é que muitos adultos respondem com medo, vergonha ou evitam completamente a conversa.

E quando isso acontece, a criança aprende uma mensagem perigosa:

“Existem assuntos que eu não posso conversar com meus pais.”

Educação sexual não começa com uma explicação complexa.

Ela começa quando a criança percebe que pode perguntar sem ser ridicularizada, punida ou ignorada.

Como psicólogos, precisamos orientar as famílias a construírem esse espaço de confiança.

Porque quando a informação não vem de casa, ela virá de algum outro lugar.

E nem sempre esse lugar será seguro.

Qual foi a pergunta mais difícil que você já ouviu de uma criança?

28/05/2026

Hoje, no Dia Mundial do Brincar, vale lembrar algo que muitas vezes é subestimado pelos adultos: brincar não é só diversão.
Brincar é desenvolvimento.

Na clínica infantil, a gente aprende rapidamente que a brincadeira não é um intervalo entre aprendizagens. Ela é a própria aprendizagem acontecendo.

É brincando que a criança desenvolve atenção, memória, linguagem, criatividade, coordenação motora e habilidades sociais.
É nas brincadeiras que ela aprende a esperar, negociar, lidar com frustrações, criar soluções e construir vínculos.

E existe algo ainda mais profundo nisso tudo: a criança comunica muito através do brincar.

Nas brincadeiras simbólicas, de casinha, escola, mercado, médico, super-herói ou faz de conta, ela organiza emoções, elabora vivências, reproduz o que percebe do mundo e expressa sentimentos que muitas vezes ainda não consegue colocar em palavras.

Por isso, para pais e profissionais que trabalham com crianças, brincar nunca deveria ser visto como “perda de tempo”.

O brincar é ferramenta de desenvolvimento, de vínculo, de regulação emocional e também de escuta clínica.

Uma infância saudável precisa de presença, segurança emocional, imaginação, tempo e espaço para brincar.

Porque enquanto a criança brinca… o cérebro se desenvolve, os vínculos se fortalecem e o mundo interno dela vai sendo construído.

27/05/2026

Seu filho toca as partes íntimas e você trava.
Briga? Ignora? Tira a mão na força?

A forma como os adultos reagem a isso pode proteger a criança, ou gerar vergonha e silêncio por anos.

Entre 3 e 6 anos, é relativamente comum que a criança descubra o próprio corpo. Isso não tem relação com sexualidade adulta. Tem relação com curiosidade e desenvolvimento.

O problema costuma estar na reação dos pais.
✅ A criança precisa aprender que as partes íntimas merecem respeito, higiene e cuidado, não punição.
✅ Naturalizar não signif**a deixar sem limite. Em ambientes públicos, redirecione sem bronca, sem humilhação.
✅ E junto disso, vem a orientação mais importante: “Seu corpo é seu.”

Porque criança que aprende sobre corpo, privacidade e limites, f**a mais protegida.

Salva esse vídeo e compartilha com pais que precisam ouvir isso.

25/05/2026

Diagnóstico não deveria ser baseado em “parece”. Muito menos em conteúdos superficiais da internet.

Quando falamos de autismo, TDAH ou qualquer transtorno do neurodesenvolvimento, estamos falando de critérios clínicos, análise aprofundada, desenvolvimento, funcionalidade e diferencial diagnóstico.

Um diagnóstico feito sem conhecimento técnico adequado pode impactar a infância, a autoestima, os vínculos e toda a trajetória da criança.

Por isso, mais do que procurar respostas rápidas, é fundamental buscar profissionais com formação, critério e preparo clínico real.

Porque laudo não é opinião. Diagnóstico é responsabilidade.

Compartilha esse vídeo com quem precisa saber disso.

Photos from Dani Fioravante's post 23/05/2026

Quando uma criança revela um , o que acontece depois dessa fala pode protegê-la… ou feri-la ainda mais.

A forma como os adultos reagem faz diferença.

Acolher sem pressionar, acreditar sem julgar, ouvir sem assustar.
A criança não precisa de interrogatório. Ela precisa de segurança.

Muitas vítimas silenciam por medo, culpa ou vergonha. E quando conseguem falar, normalmente estão testando se aquele adulto é, de fato, um lugar seguro.

Por isso, diante de uma revelação:
• mantenha a calma
• agradeça pela confiança
• diga que ela não tem culpa
• proteja a criança
• e busque ajuda especializada

Educação s3xu@l também é proteção.
Informação salva. Escuta protege. Presença fortalece.

Família CuidadoInfantil

22/05/2026

🚨 Se você acha que birra é falta de limite, você já começou errado.

Birra não é manipulação. Birra é desregulação e quando adultos interpretam uma criança desregulada como “malcriada”, a intervenção inteira vai na direção errada.

A criança pequena ainda não tem maturidade emocional, controle inibitório ou repertório para lidar com frustração da forma que um adulto espera. Então o corpo reage.

E isso muda completamente a forma de intervir.

✔ punir não ensina regulação
✔ ceder não ensina tolerância à frustração
✔ ignorar sem leitura funcional não resolve o problema

O que funciona é o adulto que consegue manter o limite sem abandonar emocionalmente a criança no processo.

E aqui está um dos maiores erros na clínica infantil: tratar toda birra como problema de comportamento.

Porque muitas vezes o que existe é:
• dificuldade de regulação emocional
• inflexibilidade cognitiva
• sobrecarga sensorial
• necessidade de previsibilidade
• imaturidade do desenvolvimento
• padrões aprendidos de interação

Sem análise funcional, qualquer intervenção vira opinião.

Birra isolada não é diagnóstico, mas frequência, intensidade, contexto e função precisam ser investigados com profundidade, porque comportamento é linguagem e quem trabalha com infância precisa saber ler.

Pais: qual é sua maior dificuldade no meio de uma birra?
Psicólogos: o que mais mudou na sua forma de ler e intervir nesses casos?

Quero ler vocês nos comentários.

Photos from Dani Fioravante's post 21/05/2026

“Mas afinal… educação s&xu@I é papel da escola ou dos pais?”

Essa pergunta aparece o tempo todo e a resposta talvez incomode algumas pessoas: a primeira educação s&xu@I da criança começa dentro de casa.

É na forma como os pais ensinam sobre limites, respeito ao próprio corpo, sobre consentimento, intimidade, o que pode ou não pode.

Educação s&xu@I infantil não é erotização. É proteção. ⚠️

Uma criança que aprende desde cedo:
✔ que o corpo dela merece respeito
✔ que existem partes íntimas
✔ que ela pode dizer “não”
✔ que segredos sobre o corpo não devem existir
✔ e que pode confiar nos pais para conversar…

se torna uma criança mais protegida contra abusos e violências.

A escola pode contribuir?
Sim, mas nenhuma instituição substitui a segurança emocional e o diálogo dentro de casa.

E o silêncio também educa porque quando a criança não aprende com adultos seguros, ela aprende com a internet, com outras crianças ou com experiências inadequadas.

Falar sobre isso é desconfortável para muitos adultos, mas o desconforto do adulto nunca pode ser maior do que a proteção da criança. E claro, a orientação adequada de como fazer isso também traz segurança e clareza para os pais de como fazer isso.

Salve esse conteúdo e compartilhe com outros pais e profissionais que trabalham com crianças e precisam sentir mais segurança sobre esse tema.

21/05/2026

Você pode ter a melhor técnica do mundo.
Mas se os pais não confiam em você… eles não aplicam.

E sem aplicação fora do consultório, não existe consistência no tratamento infantil.

A verdade que poucos profissionais encaram é:
muitas famílias não “resistem” à orientação.
Elas apenas não conseguem colocar em prática algo que não fez sentido dentro da realidade delas.

Orientação de pais não é despejar técnica.
É construir parceria.

É transformar ciência em linguagem acessível.
É adaptar estratégias para famílias reais, e não para famílias ideais.
É validar antes de cobrar.
É ensinar antes de exigir.

Porque pai que sai da sessão se sentindo culpado não se engaja.
Pai que se sente ouvido, compreendido e respeitado… participa do processo.

E isso muda completamente a evolução da criança. 💙

Na clínica infantil, não basta saber conduzir a criança.
Você precisa aprender a construir confiança com quem cuida dela todos os dias.

Qual foi a maior dificuldade que você já enfrentou na orientação de pais?
Quero ler sua experiência nos comentários. 👇

Photos from Dani Fioravante's post 19/05/2026

Quando falamos de abuso sexual infantil, não existe improviso. Existe responsabilidade.

O papel do psicólogo não é investigar.
Não é acusar.
Não é prometer o que não pode cumprir.

É agir com técnica, ética e compromisso.

Diante de um caso de abuso, alguns pilares são inegociáveis:

✔️ Observação clínica atenta e documentação cuidadosa
✔️ Apoio contínuo à criança ou adolescente
✔️ Trabalho em equipe multidisciplinar
✔️ Educação e prevenção
✔️ Autocuidado e supervisão profissional

Porque lidar com violência exige preparo — e também exige que o profissional esteja sustentado.

Proteger uma criança é um trabalho coletivo.
E começa com atuação responsável.

Se você é psicólogo(a), esse post é para salvar.
Se você é responsável por uma criança, essa informação é para compartilhar.

18/05/2026

Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Se**al de Crianças e Adolescentes.

Uma data que nos lembra que proteger crianças começa pela informação, pela escuta e pela coragem de não ignorar os sinais.

Na maioria dos casos, o abuso não vem de um estranho. Vem de alguém próximo. Alguém em quem a criança confia.

Mudanças bruscas de comportamento, regressões, medo direcionado, se*ualização precoce e alterações emocionais precisam ser levadas a sério.

Pais informados protegem melhor.
Profissionais preparados salvam vidas.

Compartilhe esse conteúdo. Talvez ele ajude alguém a enxergar o que antes passava despercebido.

15/05/2026

Na clínica infantojuvenil, existe uma coisa que todo psicólogo precisa lembrar:

Comportamento não surge do nada. ⚠️

Por trás de uma criança rígida, agressiva, perfeccionista, isolada ou “difícil”… quase sempre existe uma história emocional que precisa ser compreendida.

Porque comportamento é adaptação.

A criança que aprende que só recebe amor quando acerta, muitas vezes cresce acreditando que precisa performar o tempo todo para merecer valor.

E é exatamente por isso que, antes de julgar um comportamento, precisamos perguntar:
“O que essa criança precisou aprender para sobreviver emocionalmente nesse ambiente?”

O comportamento faz sentido dentro da história que aquela criança viveu.

E quando o psicólogo aprende a enxergar isso, a condução clínica muda completamente

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