Dra. Márcia Cristina
Aqui você encontra conteúdos diversos sobre espiritualidade e saúde cardiovascular.
28/05/2026
Estes dias atendi uma senhora de 75 anos, hipertensa há muitos anos, usando múltiplos antihipertensivos e vivendo entre picos de pressão e idas frequentes à emergência. Enquanto ela falava sua história, uma coisa me chamou muita atenção: o discurso dela era completamente marcado pelo medo, pela desesperança e pela sensação de derrota - suas palavras eram muito negativas!
“Minha pressão não tem jeito.”
“Deve ter alguma coisa que ninguém descobriu.”
“Todo remédio dá errado em mim.”
“Vou terminar morrendo de um derrame.”
E aí o que ensinei a ela, vou ensinar aqui: o cérebro interpreta ameaça, insegurança e medo constantes como perigo real (mesmo que não seja haja ameaça). A amígdala cerebral ativa respostas de defesa, aumenta adrenalina, cortisol, acelera o coração, contrai vasos e a pressão sobe, você não dorme, vive cansada e com dor muscular.
Por isso não existe saúde cardiovascular verdadeira quando tratamos apenas números e esquecemos mente, sono, emoções, história de vida e a forma como a pessoa conversa consigo mesma.
Depois de muita conversa, ajustamos medicações, mas também comecei a tratar o humor deprimido, a ansiedade e o discurso interno dela.
Orientei que, diante de alguns picos relacionados à tensão emocional, ela respirasse, usasse corretamente o ansiolítico prescrito (com um chá calmante que reduz adrenalina e relaxa) e evitasse correr imediatamente para a emergência. Pedi que treinasse uma nova fala dentro da própria mente.
E ela voltou me dizendo algo lindo. Pela primeira vez, conseguiu permanecer em casa durante um pico de pressão. Respirou. Orou. Fez o que havíamos combinado. E repetiu: “Eu não vou ter um derrame. Eu estou nervosa. Eu estou insegura. Isso vai passar.”
Quer saber o resultado?
Leia o primeiro comentário! Porque tema tão especial não cabe em uma legenda!
Já salva! Porque este conteúdo é completo e pode ajudar você naqueles dias que a pressão não quer baixar!
26/05/2026
“Doutora, eu quase não como sal.”
Escutei estes dias esta frase mais uma vez. A paciente me falou isso já cansada de ouvir que a culpa da pressão alta era apenas da alimentação. Era uma senhora acima do peso, sedentária, anêmica (porque não comia carnes sem sal há anos), dormindo mal e com a pressão descontrolada, mesmo tentando comer “sem sal”.
Essa é uma das maiores confusões que vejo no consultório.
O sal realmente influencia a pressão arterial, especialmente em pessoas mais sensíveis ao sódio. Porém, após os 60 anos, a hipertensão costuma ser muito mais complexa. O envelhecimento das artérias, a obesidade abdominal, a apneia do sono, o sedentarismo, a inflamação crônica e o estresse também participam intensamente desse processo.
Além disso, muitos idosos passam a perceber menos o sabor salgado por redução da sensibilidade das papilas gustativas.
Resultado: ou exageram no sal sem perceber, ou retiram tanto o sal que perdem totalmente o prazer em comer, sem resolver a verdadeira origem do problema.
A boa medicina não trabalha com terrorismo alimentar. Trabalha com equilíbrio, individualização e mudança de hábitos sustentáveis.
E sabe por que muitos idosos tem dificuldade em comer com pouco sal e se desnutrem como ela? O segredo está nas papilas gustativas: o envelhecimento delas faz sentir mais o doce e o amargo do que o salgado e azedo. Então, tudo que comem sem sal, acentua o doce.
Se você quer entender melhor, tenho um presente para você, gratuito: um card explicando tudo isso e como resolver. Só digita - quero aprender mais, que te envio no direct.
E se você conhece alguém que ainda acredita que hipertensão é apenas “culpa do sal”? Compartilhe este carrossel 💙
23/05/2026
“Doutora… vim aqui porque uma amiga me indicou. Minha pressão não tem jeito. Eu acordo todos os dias com a pressão 20x10, cansada, irritada, como se não tivesse dormido. Ao longo do dia melhora um pouco… mas eu continuo exausta.”
Essa paciente chegou ao consultório já usando 4 medicações para hipertensão.
Também fazia tratamento para depressão com 3 antidepressivos, sem melhora significativa.
Nos últimos 5 anos, ganhou 8 kg. Tinha também palpitações frequentes, acordava no meio da noite com o coração acelerado, vivia fatigada e já começava o dia sem energia. E sabe o que ela mais ouvia? “Isso é nervoso.” “É ansiedade.” “É coisa da sua cabeça.” “Pare de ficar pensando na vida dos outro”. “Tome um remédio para dormir”. “É a menopausa”
Ouvi com atenção e fiz só uma pergunta:
“VOCÊ RONCA?” Ela olhou meio descrente no que ouviu e olhou de lado para a amiga, constrangida respondeu que sim. A amiga riu e disse que nas viagens de amigas ninguém queria mais dividir quarto com ela porque não aguentavam os roncos dela.
Fechei, assim, a maior possibilidade e fácil demais de resolver e expliquei a ela que pessoas como ela eu via todo dia, acalmando-a:
O acordar cansada, a hipertensão difícil de controlar, as palpitações noturnas, o ganho de peso, a sonolência e a fadiga persistentes, a irritabilidade, o humor tudo poderia estar relacionado com os roncos. Na verdade, com apneia do sono.
Voltou semana passada com polissonografia: Apneia do sono GRAVE.
Com IAH 51 eventos por hora.
A apneia do sono pode causar:
• hipertensão resistente
• arritmias e palpitações
• piora do humor
• fadiga intensa
• ganho de peso
• dificuldade de memória e concentração
• ansiedade e sintomas depressivos
• aumento do risco de AVC, infarto e insuficiência cardíaca
Nem toda pressão alta difícil é “falta de controle emocional”, nem todo cansaço é “preguiça”, nem toda irritabilidade é apenas “depressão”.
Às vezes, o problema é o sono que não restaura, mas adoece o corpo e a mente.
Seu corpo pode estar pedindo ajuda há anos. Se você ronca alto, acorda com um cansaço sem fim, sua pressão está difícil de controlar, procure ajuda.
Dormir mal nunca é normal.
Conhece alguém assim? Compartilhe!
10/05/2026
Neste Dia das Mães, quero compartilhar conselhos que recebi e tantos que aprendi nestes 54 anos como filha e nestes 17 anos como mãe.
Somos mais filhas do que mães, portanto somos mães sendo filhas. Por mais que não queiramos, acabamos trazendo para nossa maternidade nossas dores e nossos aprendizados como filhas.
Por isso, curar nossa relação de filhas, nos fará crescermos como mães.
Então, meus conselhos vão para mulheres que amam de formas diferentes, mas igualmente profundas.
Sendo filha e mãe, aprendi que o amor verdadeiro quase nunca aparece nos grandes discursos. Ele mora nos detalhes, na paciência repetida, no cuidado silencioso, na renúncia que ninguém vê. Na oração feita baixinho quando o coração está cansado e nas palavras de correção que talvez tenham nos machucado um dia, mas que nos fizeram chegar onde estamos. Mas, também no colo seguro, no olhar maternal ou firme, no dizer não, no dizer sim, nas noites em claro, nas gargalhadas.
Às mães idosas, meu conselho é: nunca pensem que o tempo diminuiu o valor da presença de vocês. Há sabedorias que só o amor amadurecido consegue oferecer. Seu abraço continua sendo abrigo e sua oração, agora, sustenta gerações.
Às filhas que talvez não tenham filhos, mas carregam a responsabilidade de cuidar da família, dos pais, da casa, das dores e das necessidades de tantos, não diminuam sua missão. O amor também gera vida quando serve, acolhe e permanece.
Às mães atípicas, meu conselho é: não se comparem. Vocês vivem batalhas que muitos não conseguem imaginar. Existe uma força silenciosa em vocês que só Deus consegue medir. Mesmo nos dias difíceis, vocês continuam sendo sinal de amor e resiliência.
E para todas nós, mulheres que muitas vezes tentamos ser fortes o tempo inteiro: aprendamos com Maria que sofreu, esperou, silenciou, na confiança da promessa e foi honrada por Deus.
Que neste dia possamos lembrar que maternidade não é perfeição, mas amor verdadeiro, que se coloca e se mostra na sua verdade, não se esconde.
Que Deus nos dê a graça de sermos colo, direção, fortaleza e paz para aqueles que Ele colocou em nossas vidas, mas também de sermos amadas.
Feliz Dia das Mães. 🌷
01/05/2026
Neste dia chuvoso, estou pensando nos tantos trabalhadores que hoje estão oferecendo o seu sacrifício por aqueles que hoje descansam. Pensando no esforço que devem ter feito para irem trabalhar com esta chuva torrencial que cai em Pernambuco, mas que por força do ofício estão nas ruas ou já nos seus trabalhos.
E senti-me convidada a olhar para o meu trabalho com um novo significado, não apenas como uma obrigação diária, mas como um caminho concreto de santificação e direção. Como São José tão bem o fez. E decidi trazer minha reflexão para você e fazer o mesmo convite.
Olhe para São José. Ele não foi conhecido por grandes discursos, nem por feitos extraordinários aos olhos do mundo, mas pela fidelidade silenciosa com que viveu cada dia, transformando o ordinário em missão e o trabalho em oferta. Tal qual cada trabalhador.
Ele construiu, sustentou e protegeu, e assim participou diretamente do plano de Deus, mostrando que a santidade não está no extraordinário, mas na forma como vivemos o que nos foi confiado.
Ao iniciarmos também o mês de Nossa Senhora, somos lembrados de que o verdadeiro valor do que fazemos não está no tamanho da tarefa, mas na intenção do coração. Maria nos ensina o “sim” cotidiano, aquele que não aparece, mas sustenta tudo. Quando unimos fé e ação, aquilo que parecia apenas rotina ganha propósito, direção e eternidade. O consultório, a casa, o cuidado com a família, cada decisão e cada atendimento podem se tornar uma oferta agradável a Deus quando realizados com amor, presença e consciência de missão.
Santificar o trabalho é compreender que não existe separação entre vida espiritual e vida prática. É transformar cada gesto em oração, cada esforço em entrega e cada desafio em oportunidade de crescer em Deus. Não se trata de fazer mais, mas de fazer diferente, com sentido, com fé e com amor. Hoje, talvez o seu maior chamado não seja mudar o que você faz, mas a forma como você faz. O sentido dado!
Convido vc a hoje ofertar seu trabalho a Deus! Diga se vc ja faz isto: SIM ou AINDA NÃO, MAS VOU COMEÇAR
E encaminhe este post para alguém que você acredita viver isso no dia a dia, dizendo: “Lembrei de você e rezei a Deus pela sua vida.”
Hoje é Dia Mundial da Saúde. E eu quero te fazer uma pergunta sincera: você está tratando a doença… ou está construindo saúde?
Essa semana, atendi uma paciente de 75 anos que veio preocupada. A pressão, que sempre foi alta, começou a baixar. Estava dando 9 por 6, 10 por 6. Ela achou que tinha alguma coisa errada.
Mas não tinha.
Esse ano, ela decidiu mudar. Começou a se alimentar melhor, perdeu 8 quilos, passou a dormir melhor, reduziu o ritmo de trabalho, começou a se exercitar com orientação, caminhando todos os dias, cuidando de si como nunca antes.
O resultado? O corpo respondeu.
E aquele organismo que antes precisava de três remédios para funcionar… agora não precisa mais da mesma carga.
Um remédio já foi retirado. E, depois do teste ergométrico, com pressão excelente até no esforço, muito provavelmente outros também serão suspensos.
Eu disse a ela: comemore.
Porque isso é saúde de verdade.
Saúde não é só manter exames “dentro da meta” à custa de cada vez mais medicações. Saúde é ter um corpo que responde, que se regula, que funciona melhor porque você mudou o seu estilo de vida.
É isso que permite envelhecer com independência, com autonomia, com qualidade de vida.
Chegar aos 80, 90, 100 anos… não apenas vivo, mas bem.
Menos remédio. Mais vida.
Mas isso não acontece por acaso. Acontece quando você decide cuidar do todo: do corpo, da mente, das emoções, do ambiente e da sua espiritualidade.
Seu corpo está sempre te dando sinais. A pergunta é: você está ouvindo?
Se esse vídeo fez sentido pra você, já salva. E envia para alguém que precisa entender que ainda dá tempo de mudar.
E me conta: você achava que pressão 90x60 é boa ou muito baixa?
03/04/2026
Hoje…
o céu está vazio.
Não há resposta imediata.
Não há milagre visível.
Não há co***lo fácil.
É como se o mundo tivesse perdido o sentido por algumas horas…
como se tudo tivesse ficado mais pesado, mais cinzento, mais silencioso.
Jesus morreu.
E com Ele, parece que a esperança também foi sepultada.
⸻
Mas essa sensação…
esse vazio…
esse silêncio…
não são estranhos para nós.
Quantas pessoas vivem exatamente assim?
Por fora, tudo segue.
A rotina continua.
Os dias passam.
Mas por dentro…
um vazio que não se explica.
Uma tristeza que não passa.
Uma vida sem direção.
⸻
A Sexta-feira Santa revela uma verdade profunda:
o mundo sem Deus é assim.
Sem cor.
Sem sentido.
Sem horizonte.
Porque existe um lugar dentro de nós
que foi feito para Ele.
E quando Ele não está…
nada preenche.
⸻
Hoje, o céu parece em silêncio.
Mas não está vazio.
Porque até no silêncio,
Deus está agindo.
Mesmo quando você não sente.
Mesmo quando você não entende.
⸻
Se hoje o seu coração também está assim…
cansado, vazio, sem respostas…
não fuja.
Permaneça.
Porque o silêncio de hoje
não é o fim da história.
⸻
O céu pode parecer vazio hoje…
mas Ele nunca deixou de estar presente.
02/04/2026
Hoje, na Quinta-feira Santa, eu me pergunto e a você … quem eu seria neste dia de amor e sofrimento intensos vividos por Jesus?
Na sua última ceia, quis estar com os seus amigos mais íntimos. Amou-os profundamente. Deu-lhes a maior lição de todas: amou-os e pediu que amassem-se até o fim.
Lavou os pés. Se fez pequeno. Nos ensinou que nossa identidade não está no controle, nem na força… mas na humildade, na entrega, no amor.
E, sabendo que voltaríamos a nos sentir perdidos, ansiosos, frágeis… Ele fez algo ainda maior.
Ficou: Na Eucaristia. Vivo, Presente e Real. Não como lembrança… mas como presença.
Doou-se já, mesmo antes da morte, na Eucaristia, partindo com eles o pão e dando-se em corpo e sangue! Porque QUIS ESTAR CONOSCO TODOS OS DIAS ATÉ O FIM!
“No fim, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (Jo 13)
Naquela noite, antes de ser entregue, Ele sentiu angústia. Sentiu o peso da dor. Sentiu o abandono. Seus amigos mais próximos não conseguiram vigiar com Ele. Dormiram. E Ele ficou só.
Quantas vezes também nos sentimos assim… sozinhos nas nossas dores, incompreendidos, cansados de lutar.
Mas é justamente nessa noite que Ele nos revela quem somos… e quem Ele é.
Nascemos para adorá-lo. Essa é a nossa identidade mais profunda. Antes de qualquer profissão, antes de qualquer papel, antes de qualquer conquista… fomos criados para Deus.
Mas, no meio da correria, das pressões, das inseguranças, vamos nos perdendo. A ansiedade aperta, o medo paralisa, a tristeza pesa… e, muitas vezes, nos sentimos sozinhos.
Ele não recuou. Não desistiu. Não se fechou na dor. Ele se entregou.
Hoje, mais do que qualquer outro dia, somos chamados a voltar à nossa identidade: adorar.
Adorar mesmo com o coração cansado. Adorar mesmo na dor. Adorar mesmo sem entender.
Porque é na adoração que a alma encontra o seu lugar de novo.
Hoje, vá ao encontro de Jesus na Eucaristia. Fique com Ele. Não O deixe só. E reze com simplicidade:
“Ó Jesus, que tanto me amais, fazei que eu vos ame cada vez mais.”
Salve o post para rezar mais tarde e compartilhe com quem ainda não descobriu sua verdadeira identidade!
Essa madrugada, enquanto eu estava de plantão… recebi uma mensagem da minha filha: “Queria que tu estivesse aqui… tô com as costas toda doída.”
E a única coisa que eu pude responder foi: “Também gostaria de estar aí cuidando de você.”
E foi aí que eu pensei em Maria.
Maria também quis cuidar.
Também quis proteger.
Também quis aliviar a dor do Filho.
Mas muitas vezes… ela não pôde.
Ser mãe é isso.
É amar sem medida…
e, às vezes, sofrer sem poder resolver, nem evitar a dor.
É ver a dor, sentir como se fosse sua
e ainda assim, permanecer de pé para ser amparo, se preciso for.
Maria não foi poupada da dor, mas também não se afastou de Deus por causa dela. Ao contrário, confiou nas Suas promessas.
E talvez seja isso que a Segunda-feira Santa queira nos ensinar: a dor não é sinal de abandono. Pode ser um lugar de encontro com a força espiritual da maternidade e com Deus!
Hoje, como mãe… eu entendi um pouco mais Maria. Mesmo sabendo que minha dor não foi 1:1.000.000.000 da sua dor.
E talvez você hoje possa, refletindo as dores dela, pedir a ela a graça de ressignificar a sua.
Desejo, que com Maria, sob o olhar de Jesus, você celebre a Páscoa com a certeza de que ela nasceu nas dores e na cruz.
Porque nenhuma cruz, como a de Jesus, acaba na dor, quando vivida em comunhão com a cruz de Cristo. Ela passa e transforma-se em Páscoa. Creia: a cruz é passagem. No céu saberemos o que nos aprender, crescer e contribuir com nossa salvação cada cruz que vivemos, da menor à maior.
Maria ganhou o céu, de corpo e alma, porque entregou Seu Filho, o Filho do Altíssimo e com Ele viveu toda a via Crucis.
Que possamos também viver a nossa via Crucis como mãe, na alegria do espírito, na gratidão ao Pai por sermos mães de um de seus anjos aqui na terra.
Santa segunda das Dores de Maria.
Salve para quando a lembrança ou a dor quiserem lhe derrubar. E compartilhe com aquela mãe que precisa ressignificar a sua dor.
Se isso tocou você, envia para uma mãe que precisa ler isso hoje.
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