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08/07/2025
Diabetes: o que é, tipos e diagnóstico
Com certeza você deve conhecer um amigo, vizinho ou familiar que tem diabetes. A condição é uma das mais comuns no Brasil: estima-se que existam mais de 16 milhões de pessoas com diabetes.Só que metade desse número não sabe que tem a condição. Por isso, é tão importante compartilharmos informações sobre a condição para que mais pessoas possam ficar atentas aos sintomas e buscarem ajuda médica.
Neste texto vamos falar sobre os principais tipos de diabetes, sintomas e como é feito o diagnóstico. Confira!
O que é o diabetes?
É uma condição crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue utilizar adequadamente a insulina que produz. Existem diversos tipos de diabetes.
Aqui, vamos falar sobre os mais comuns. São eles:
1) Diabetes tipo 1 (DM1): Geralmente diagnosticada em crianças e jovens adultos.
Nele o corpo realiza um ataque contra as próprias células beta do pâncreas, que deixam de produzir insulina e chamamos isso de ataque auto-imune. Cerca de 5 a 10% das pessoas com diabetes têm diabetes tipo 1. O tratamento envolve, principalmente, a utilização de insulina.
2) Diabetes tipo 2 (DM2): É a forma mais comum de diabetes: cerca de 90% das pessoas têm a condição.
Normalmente uma pessoa pode levar anos para ser diagnosticada com diabetes tipo 2, pois se manifesta de maneira silenciosa. No tipo 2 há resistência aos efeitos da insulina ou não produz insulina suficiente para manter a glicemia regulada.
3) Diabetes gestacional: Para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta é uma fonte de hormônios que reduzem a ação da insulina, tão importante para a utilização de glicose no corpo. Com isso, o pâncreas aumenta a produção de insulina para tentar compensar. No entanto, em algumas mulheres, esse processo não ocorre e elas desenvolvem o diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue.
4) Diabetes tipo LADA: Já o tipo Lada geralmente acomete adultos e há destruição das células beta produtoras de insulina no pâncreas. O processo é parecido com o tipo 1, porém de forma mais lenta.
5) Diabetes Tipo MODY: É decorrente de origem genética e, em muitos casos, é confundido com o tipo 2.
O nome Mody vem do inglês Maturity Onset Diabetes of the Young, em português, diabetes juvenil de início tardio.
Acontece quando a produção ou a ação da insulina ficam prejudicadas pela mutação de um ou uma série de genes. Pode ser transmitido de pais para filhos. Dependendo do gene, chama-se o MODY de um determinado nome. Por exemplo, o MODY 3 (gene envolvido HNF1α) é o tipo mais comum.
Principais sintomas
Vontade de urinar mais vezes
Fome frequente
Sede constante
Perda de peso
Fraqueza
Fadiga
Náuseas e vômitos
Infecções frequentes
Visão embaçada
Dificuldade na cicatrização de machucados
Formigamento nos pés
Como é feito o diagnóstico
Com um simples teste de ponta de dedo já é possível saber se há alguma alteração na taxa de glicemia. Caso exista, será necessária a realização de outros exames, entre eles o de hemoglobina glicada (que informa a média da taxa de açúcar no sangue nos últimos três meses), teste oral de tolerância à glicose, pesquisa de anticorpos do diabetes, entre outros. Dependendo dos sintomas e dos fatores de risco, o médico irá solicitar exames para confirmação do diagnóstico.
Estou com diabetes, e agora?
Caso você receba a notícia de que tem diabetes, não se desespere! Não é fácil ouvir que se tem a condição, mas com tratamento adequado e informação é possível conviver numa boa com o diabetes, tendo uma vida longa, feliz e saudável.
03/07/2025
Diabetes tipo 2 tem cura?
O diabetes é uma doença que afeta mais de 16,8 milhões de Brasileiros, segundo a International Diabetes Federation. E, além de ser muito comum, suas complicações são bastante temidas: amputações, hemodiálise ou perda da visão, além de infartos ou derrames. Diante da gravidade do problema, é natural que busquemos incessantemente a cura do diabetes. Mas será que realmente o diabetes tem cura?
Quando analisamos pela óptica da medicina, na realidade, o diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais. Mas, uma vez que a pessoa já foi diagnosticada com diabetes, ela será sempre diabética, podendo ser bem controlada, mas terá que ter os cuidados e monitoramento regulares.
Muitas vezes, fala-se em cura do diabetes quando, no caso do diabetes tipo 2, a pessoa desenvolve a doença devido ao aumento de peso e ao emagrecer seus níveis de açúcar se normalizam. No entanto, é importante entendermos que o que acontece na verdade é um bom controle da doença e, caso a pessoa volte a ganhar peso, muito provavelmente a doença voltará a dar sinais nos exames de sangue.
Além disso, o corpo sente em longo prazo os efeitos do açúcar elevado na corrente sanguínea, mesmo que este aumento seja por um período curto de tempo. Se uma pessoa teve o diagnóstico de diabetes e mudou seus hábitos, normalizando as taxas de açúcar em cerca de 3 meses, por exemplo, mesmo assim o seu corpo sentirá os efeitos desta descompensação no futuro, é a chamada memória metabólica do organismo.
Dessa forma, mesmo que a pessoa com diabetes esteja com suas taxas de açúcar normais e não esteja tomando nenhum medicamento, os exames de rotina anuais como fundo de olho para avaliar a retina, microalbuminúria para avaliar o rim, controle da pressão e colesterol devem ser feitos.
Atualmente novas técnicas de transplante de pâncreas ou das ilhotas pancreáticas – que são as estruturas que produzem insulina – podem ser usadas para o tratamento da pessoa com diabetes tipo 1 e menos comumente no tipo 2. Mesmo assim, neste caso, com a total normalização dos níveis de glicose no sangue, o acompanhamento nos anos seguintes com os exames importantes para o diabetes deverá continuar a ser feito.
Muito também tem se falado sobre a cirurgia bariátrica promover a cura do diabetes. E aqui o raciocínio é o mesmo da perda de peso. Mesmo que uma pessoa com diabetes tipo 2 se submeta à cirurgia e pare de usar medicamentos, se seus níveis de açúcar ficarem normais, mesmo assim ela ainda, a rigor, continuará sendo diabética – bem controlada, mas diabética. Nestes casos os especialistas chamam de remissão da doença e não de cura.
Então, devemos desanimar? Claro que não! Na prática, para a qualidade de vida do paciente, a remissão do diabetes é tudo que um médico deseja para seu paciente. Quanto mais os níveis de glicose forem normais no sangue, menos complicações e melhor qualidade de vida.
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Referências
IDF Diabetes Atlas A deeper look into the state of type 2 diabetes in Indigenous Peoples, type 1 diabetes in children and adults, the impact of COVID-19, diabetes foot-related complications and diabetes and kidney disease View the reports
02/07/2025
Diabetes: o que é, tipos e diagnóstico
Com certeza você deve conhecer um amigo, vizinho ou familiar que tem diabetes. A condição é uma das mais comuns no Brasil: estima-se que existam mais de 16 milhões de pessoas com diabetes.Só que metade desse número não sabe que tem a condição. Por isso, é tão importante compartilharmos informações sobre a condição para que mais pessoas possam ficar atentas aos sintomas e buscarem ajuda médica.
Neste texto vamos falar sobre os principais tipos de diabetes, sintomas e como é feito o diagnóstico. Confira!
O que é o diabetes?
É uma condição crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue utilizar adequadamente a insulina que produz. Existem diversos tipos de diabetes.
Aqui, vamos falar sobre os mais comuns. São eles:
1) Diabetes tipo 1 (DM1): Geralmente diagnosticada em crianças e jovens adultos.
Nele o corpo realiza um ataque contra as próprias células beta do pâncreas, que deixam de produzir insulina e chamamos isso de ataque auto-imune. Cerca de 5 a 10% das pessoas com diabetes têm diabetes tipo 1. O tratamento envolve, principalmente, a utilização de insulina.
2) Diabetes tipo 2 (DM2): É a forma mais comum de diabetes: cerca de 90% das pessoas têm a condição.
Normalmente uma pessoa pode levar anos para ser diagnosticada com diabetes tipo 2, pois se manifesta de maneira silenciosa. No tipo 2 há resistência aos efeitos da insulina ou não produz insulina suficiente para manter a glicemia regulada.
3) Diabetes gestacional: Para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta é uma fonte de hormônios que reduzem a ação da insulina, tão importante para a utilização de glicose no corpo. Com isso, o pâncreas aumenta a produção de insulina para tentar compensar. No entanto, em algumas mulheres, esse processo não ocorre e elas desenvolvem o diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue.
4) Diabetes tipo LADA: Já o tipo Lada geralmente acomete adultos e há destruição das células beta produtoras de insulina no pâncreas. O processo é parecido com o tipo 1, porém de forma mais lenta.
5) Diabetes Tipo MODY: É decorrente de origem genética e, em muitos casos, é confundido com o tipo 2.
O nome Mody vem do inglês Maturity Onset Diabetes of the Young, em português, diabetes juvenil de início tardio.
Acontece quando a produção ou a ação da insulina ficam prejudicadas pela mutação de um ou uma série de genes. Pode ser transmitido de pais para filhos. Dependendo do gene, chama-se o MODY de um determinado nome. Por exemplo, o MODY 3 (gene envolvido HNF1α) é o tipo mais comum.
Principais sintomas
Vontade de urinar mais vezes
Fome frequente
Sede constante
Perda de peso
Fraqueza
Fadiga
Náuseas e vômitos
Infecções frequentes
Visão embaçada
Dificuldade na cicatrização de machucados
Formigamento nos pés
Como é feito o diagnóstico
Com um simples teste de ponta de dedo já é possível saber se há alguma alteração na taxa de glicemia. Caso exista, será necessária a realização de outros exames, entre eles o de hemoglobina glicada (que informa a média da taxa de açúcar no sangue nos últimos três meses), teste oral de tolerância à glicose, pesquisa de anticorpos do diabetes, entre outros. Dependendo dos sintomas e dos fatores de risco, o médico irá solicitar exames para confirmação do diagnóstico.
Estou com diabetes, e agora?
Caso você receba a notícia de que tem diabetes, não se desespere! Não é fácil ouvir que se tem a condição, mas com tratamento adequado e informação é possível conviver numa boa com o diabetes, tendo uma vida longa, feliz e saudável.
De olho nisso, a Glic pode te ajudar a aprender mais sobre a condição e a como se cuidar. Com o WhatsApp da Glic, você pode registrar suas taxas de glicemia e pressão arterial, além de tirar dúvidas com as nossas educadoras em saúde.
02/07/2025
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entre em contato com a gente!
02/07/2025
Diabetes, ou diabetes mellitus, é uma condição crônica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue, devido à produção insuficiente ou má utilização da insulina pelo corpo. A insulina, produzida pelo pâncreas, é responsável por regular a glicose, que é a principal fonte de energia para as células. Existem diferentes tipos de diabetes, sendo o tipo 2 o mais comum e frequentemente associado a hábitos de vida pouco saudáveis.
02/07/2025
Diabetes: Saúde e Equilíbrio com a Medicina BioFAO
A diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, causada pela incapacidade do corpo de produzir ou utilizar insulina adequadamente, resultando em níveis elevados de glicose no sangue. Existem três tipos principais: tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional.
Os sintomas variam, mas incluem sede excessiva, micção frequente, fome constante, fadiga, visão embaçada e feridas que demoram a cicatrizar. Na diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca as células produtoras de insulina no pâncreas. Já a tipo 2 está ligada a fatores de estilo de vida, como obesidade e sedentarismo. A diabetes gestacional ocorre durante a gravidez.
Prevenção e controle envolvem mudanças no estilo de vida: dieta balanceada, prática de atividades físicas e controle de peso. Monitorar os níveis de glicose e seguir orientações médicas são essenciais. A detecção precoce ajuda a evitar complicações graves, como problemas cardiovasculares, danos nos nervos, insuficiência renal e perda de visão.
Educação em saúde é vital na gestão da diabetes. Campanhas informativas ajudam a reconhecer sintomas, entender fatores de risco e adotar comportamentos saudáveis. Além disso, a pesquisa contínua oferece esperança para novos tratamentos.
A Medicina BioFAO, desenvolvida pela Dra. Míria de Amorim, é uma abordagem integrativa que se concentra no biocampo humano, desempenhando um papel crucial na coordenação das funções biológicas e bioquímicas.
Esta metodologia visa reequilibrar corpo, mente e espírito, promovendo a saúde de forma holística. No contexto da diabetes, a Medicina BioFAO pode ajudar a reduzir o estresse, um fator que pode agravar a condição. Além disso, ao promover um equilíbrio energético e auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, complementando tratamentos tradicionais e melhorando os resultados gerais de saúde.
A luta contra a diabetes exige esforços combinados de iniciativas e a adoção de um estilo de vida saudável, educação em saúde, acesso a tratamentos eficazes e abordagens integrativas como a Medicina BioFAO são essenciais no combate à diabetes. Conscientização contínua pode transformar vidas, permitindo uma vida plena e saudável, mesmo com a condição.
02/07/2025
Tratamento
Pacientes que não tem capacidade de produzir insulina, como os portadores de diabetes tipo 1 ou em diabéticos do tipo 2 de longa duração, são chamados de insulinodependente e precisam fazer reposição diária de insulina em diferentes formas.
Para os portadores de diabetes que ainda produzem insulina, como a maioria dos pacientes com diabetes do tipo 2 o tratamento é feito por meio de medicações que atuam na melhora da resposta das células à insulina, no estímulo da secreção (produção e liberação) de insulina pelo pâncreas, na redução da absorção de glicose pelo intestino ou no aumento da eliminação de glicose pela urina. A maior parte das medicações para este vim são comprimidos tomados por via oral.
Atualmente, existem medicamentos injetáveis que imitam o efeito de hormônios intestinais melhorando a fabricação de insulina e auxiliando a redução de peso.
A semaglutida e a tirzepatida, por exemplo, são opções de tratamentos que apresentam bons resultados em pessoas com diabetes tipo 2, mas seu uso deve ser indicado e acompanhado por um(a) profissional da saúde.
Nos casos de diabetes na gestação, geralmente uma dieta equilibrada e exercícios físicos são suficientes para o controle dos níveis de glicose. Nos casos em que o controle não é possível com dieta e atividade física, podem ser indicadas injeções de insulina.
Independente do tipo de diabetes, o fundamental é o acompanhamento médico especializado, aliado a adoção ao tratamento aliada a hábitos saudáveis, como controle da alimentação, prática regular de atividades físicas e controle constante da glicemia.
Prevenção
O primeiro passo é observar a presença dos fatores de risco que podem ser modificados, como o excesso de peso, o aumento da gordura abdominal, o sedentarismo e a dieta desequilibrada.
A redução de 5% do peso corporal associada à prática de 150 minutos de atividade física por semana reduz a ocorrência de diabetes em 58% nas pessoas com alto risco. O principal aliado é um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e acompanhamento médico periódico.
Por Conselho Editorial Einstein
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