Dra Maíra Oncologista

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Photos from Dra Maíra Oncologista's post 13/07/2026

Poucas coisas geram tanta ansiedade quanto receber um pedido de novos exames.

Muitos pacientes associam automaticamente essa solicitação a uma preocupação do médico.

Mas, na prática, o acompanhamento faz parte do tratamento.

Na oncologia, decisões importantes são tomadas com base na evolução da doença ao longo do tempo, e não em uma fotografia isolada.

Os exames ajudam a entender se o tratamento continua adequado, se houve resposta, se existem efeitos colaterais que precisam de atenção e se é hora de manter ou ajustar a estratégia.

Nem sempre pedir um exame significa procurar uma má notícia.

Na maioria das vezes, significa exatamente o contrário: acompanhar de forma cuidadosa, identificar mudanças precocemente e tomar decisões baseadas em evidências.

A melhor consulta não é aquela em que o médico "pede menos exames".

É aquela em que cada exame tem um motivo claro para existir.

Dra. Maíra Duizith

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07/07/2026

Existem conversas que nenhum médico se acostuma a ter.

E talvez nem devesse.

Naquele dia, eu sabia que a notícia mudaria planos, rotinas, expectativas.
E, por alguns segundos, fiquei pensando em como encontrar palavras que doessem menos.

Mas aprendi uma coisa na oncologia:
a verdade pode ser dura —
mas o abandono dentro da mentira costuma ser pior.

Então eu sentei.
Expliquei devagar.
Deixei espaço para o silêncio, para a raiva, para o choro.

E, no fim, o paciente me disse:
“Obrigado por não esconder de mim.”

Desde então, nunca mais esqueci:
às vezes, cuidar é ter coragem de permanecer presente mesmo dentro da notícia difícil.

Porque humanizar não é suavizar a realidade.
É não deixar ninguém atravessá-la sozinho.

Dra. Maíra Duizith

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Photos from Dra Maíra Oncologista's post 03/07/2026

Essa dúvida aparece muito quando o tratamento começa a funcionar.

E ela faz sentido.

Porque, quando o corpo melhora, é natural pensar:
“talvez eu não precise mais disso.”

Mas muitos tratamentos continuam justamente para consolidar resultado.

Na prática, não tratamos apenas o que conseguimos ver hoje.
Tentamos também reduzir o risco do que poderia voltar amanhã.

Por isso existem fases diferentes:
tratamento inicial, manutenção, prevenção de recidiva, acompanhamento.

Cada etapa tem um propósito.

E continuar não significa que “não deu certo”.
Muitas vezes significa exatamente o contrário.

Dra. Maíra Duizith

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23/06/2026

Nem toda dor chega em palavras.

Às vezes ela aparece no olhar cansado.
Na perda de peso que ninguém comentou.
Na pausa antes de responder “está tudo bem”.
Na mão que aperta a cadeira durante a consulta.

Tem paciente que minimiza sintomas para proteger a família.
Tem paciente que tenta parecer forte porque acha que precisa.
E tem quem simplesmente não consiga transformar medo em frase.

Por isso, na oncologia, escutar vai muito além de ouvir.

É perceber o que mudou no corpo, na expressão, no silêncio.
Porque muitas vezes o organismo fala antes da coragem aparecer.

E, quase sempre, o cuidado começa exatamente ali.

Dra. Maíra Duizith

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18/06/2026

Nem todo número cabe na vida de alguém.

A estatística orienta, organiza, ajuda a decidir.
Mas ela não conhece seus medos, suas prioridades, o que você ainda quer viver.

No consultório, eu uso dados.
Mas eu cuido de pessoas.

Porque dois pacientes com o mesmo diagnóstico
podem precisar de caminhos completamente diferentes.

No fim, a decisão não é só sobre probabilidade.
É sobre sentido.

E entre a estatística e a história…
eu sempre fico com a pessoa.

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16/06/2026

Uma das ideias mais importantes na oncologia é entender que o câncer não é estático.

Ele evolui.

As células tumorais acumulam mutações ao longo do tempo e, sob pressão do tratamento, podem selecionar aquelas que conseguem sobreviver.

Esse processo — chamado de evolução clonal — explica por que um tratamento pode ser eficaz no início e perder resposta depois.

Não é falha simples.
É biologia.

Por isso, o acompanhamento precisa ser contínuo, e as decisões precisam ser reavaliadas ao longo do caminho.

Na prática, não tratamos apenas um diagnóstico.
Tratamos uma doença que está em constante transformação.

Dra. Maíra Duizith

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Photos from Dra Maíra Oncologista's post 11/06/2026

Uma dúvida muito comum durante o tratamento é:

“Preciso ficar de repouso o tempo todo?”

E a resposta é: depende.

O descanso é fundamental, especialmente em períodos de maior toxicidade, fadiga ou sintomas intensos.
Mas permanecer completamente inativo por longos períodos pode trazer consequências importantes para o corpo.

Hoje sabemos que o movimento — respeitando os limites de cada paciente — pode ajudar na manutenção da força muscular, da funcionalidade, da saúde mental e até da tolerância ao tratamento.

Isso não significa ignorar o cansaço ou “forçar reação”.

Significa entender que o corpo em tratamento também precisa continuar ativo dentro do que é possível e seguro.

Na oncologia moderna, atividade física supervisionada deixou de ser vista como detalhe.
Ela passou a fazer parte do cuidado integral.

Dra. Maíra Duizith

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Photos from Dra Maíra Oncologista's post 08/06/2026

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório — e uma das mais importantes.

Existe a ideia de que vitaminas e suplementos sempre ajudam.
Mas, durante o tratamento oncológico, não funciona assim.

Algumas substâncias podem interferir diretamente na eficácia das medicações, alterar metabolismo ou aumentar toxicidade.

Isso não significa que suplementos são proibidos.
Significa que precisam ter indicação.

Na prática, o mais seguro é simples:
não começar nada sozinho durante o tratamento.

Porque, em oncologia, até o que parece inofensivo pode mudar resultado.

Dra Maíra Duizith

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Photos from Dra Maíra Oncologista's post 03/06/2026

Essa é uma das perguntas mais silenciosas do consultório.

Porque ela não fala só de ansiedade —
fala de medo de estar “fazendo algo errado”.

E isso precisa ser desfeito:

Ansiedade não causa câncer.
E não é ela, isoladamente, que define a evolução da doença.

Mas ela impacta o corpo, o comportamento e a forma como o paciente vive o tratamento.

Por isso, cuidar da saúde emocional não é secundário.
É parte do cuidado integral.

Sem culpa.
Com suporte.

Dra. Maíra Duizith

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27/05/2026

Essa não é uma pergunta técnica.

Ela não está pedindo protocolo.
Ela está pedindo verdade.

Quando um paciente pergunta isso,
ele não quer só saber o que é indicado —
ele quer saber o que faz sentido de verdade.

E responder exige mais do que conhecimento.
Exige responsabilidade.

Porque a decisão nunca é só médica.
Ela envolve valores, limites, prioridades, medo… e vida real.

Não existe resposta pronta.
Existe contexto.

O que eu faria depende de quem eu sou —
e o que você decide precisa respeitar quem você é.

O meu papel não é decidir por você.
É te ajudar a entender, com clareza e honestidade,
qual caminho é possível.

E caminhar junto, qualquer que seja a escolha.

Dra. Maíra Duizith

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