Renata Riciati - Nutricionista
RR Nutri Consultori e Atendimento Nutriciomal
Desde 2003, a RR Nutri presta servi'cos de consultoria e atendimento nutricional para escolas, empresas, academias, clínicas de pediatria e particulares.
A seletividade alimentar no Transtorno do Espectro Autista é real, tem base neurológica e merece uma abordagem especializada.
POR QUE ACONTECE?
1. Processamento sensorial diferente
Textura, cheiro, cor e temperatura dos alimentos podem ser percebidos de forma intensa ou até dolorosa.
2. Necessidade de previsibilidade
Alimentos familiares geram segurança. Novidades no prato = incerteza = ansiedade.
3. Questões motoras orais
Mastigar e engolir podem exigir mais esforço, tornando certos alimentos desconfortáveis.
EVITAR
✕ Forçar a comer
x Punir recusas
✕ Comparar com outras crianças
✕ Esconder alimentos
ESTRATÉGIAS
✓ Exposição gradual e sem pressão
✓ Rotina e previsibilidade
✓ Envolver na preparação
✓ Equipe multidisciplinar
QUEM PODE AJUDAR? Fonoaudiologia Terapia Ocupacional Nutricionista pediátrico / materno-infantil Psicólogo Neuropediatra
"O objetivo não é "curar" a seletividade. É garantir que a criança tenha segurança, nutrição adequada e uma relação mais tranquila com a comida." 🍎
Dra. Renata Riciati - Nutricionista Materno-Infantil - CRN3 - 15.884
30/04/2026
"Quando o movimento encontra a infância, a mágica acontece".
Parceria que transforma corpos pequenos em grandes guerreiros.
Obrigada Mariana Figueiredo por essa parceria incrível e de sucesso, que só irá agregar ainda mais valor ao atendimento dos meus pequenos.
Renata Riciati - Nutricionista Materno-Infantil - CRN3 - 15.884 - 15.884
29/04/2026
“Ele só come pão, como eu faço pra variar?”
Talvez você não precise tirar o pão.
Você só precisa transformar o pão 💛
🧀🥕 PÃOZINHO DE QUEIJO COM CENOURA
(MACIO POR DENTRO, LEVEMENTE CROCANTE POR FORA)
Ingredientes:
1 xícara de polvilho doce
1/2 xícara de cenoura cozida e amassada
1/2 xícara de queijo ralado
1 colher (sopa) de azeite
Pitada de sal
Modo de preparo:
Misture tudo até formar uma massa modelável.
Faça bolinhas pequenas e leve ao forno a 180°C por cerca de 20 minutos.
💡 Por que funciona para crianças seletivas?
✔ Formato conhecido (bolinha tipo pão de queijo)
✔ Textura previsível
✔ Sabor suave
✔ Visual “seguro” — sem misturas aparentes
🧠 Estratégia por trás da receita:
A gente não “força o novo”, a gente aproxima o novo do familiar.
💭 Lembrete importante:
Evolução alimentar não é sobre quantidade, é sobre confiança + repetição sem pressão.
💬 Você testaria essa versão aí na sua casa?
Da série: Receitinhas Saudáveis da Tia Rê
Dra. Renata Riciati - Nutricionista Materno-Infantil - CRN3 - 15.884
Dia 09/05 às 11:30h, estarei no Clube Jaraguá Campestre para conversar com as famílias sobre “Seletividade Alimentar Infantil” no evento “De Olho na Saúde”.
27/04/2026
A rotina tem um papel fundamental no desenvolvimento da criança, porque traz segurança, organização e favorece o aprendizado no dia a dia.
Quando a criança sabe o que vai acontecer ao longo do dia (hora de acordar, comer, brincar, estudar e dormir), ela se sente mais tranquila e confiante. Isso reduz ansiedade e comportamentos de irritação, já que o “previsível” ajuda a criança a entender o mundo ao seu redor.
Além disso, a rotina contribui para a criação de hábitos saudáveis. Horários regulares para alimentação, sono e atividades ajudam no desenvolvimento físico e emocional. Por exemplo, uma boa rotina de sono melhora o humor, a concentração e até o rendimento escolar.
Outro ponto importante é que a rotina estimula a autonomia. Com o tempo, a criança começa a reconhecer suas responsabilidades e a realizar pequenas tarefas sozinha, como guardar brinquedos ou escovar os dentes, fortalecendo sua independência.
Também é na rotina que acontecem muitos aprendizados: organização, noção de tempo, disciplina e responsabilidade. Tudo isso são habilidades importantes para a vida.
Mas vale lembrar: rotina não é rigidez. É importante ter flexibilidade para momentos de lazer, descanso e imprevistos, mantendo o equilíbrio.
Tem criança sem rotina por aí?
Dra. Renata Riciati - Nutricionista Materno-Infantil - CRN3 - 15.884
“Seu filho só come seco e crocante? Talvez o problema não seja o alimento.”
Biscoito. Torrada. Salgadinho. Nuggets.Cookies.
Tudo seco, tudo crocante… e você tentando “enfiar” um arroz com feijão goela abaixo.
Mas e se eu te disser que insistir no “comer comida de verdade” do seu jeito pode estar piorando tudo?
Sim, é polêmico — mas necessário.
Muitas crianças seletivas não rejeitam o alimento em si, rejeitam a sensação que ele causa:
👉 Texturas molhadas podem parecer imprevisíveis
👉 Alimentos “misturados” geram insegurança
👉 O crocante dá previsibilidade, controle e segurança
Ou seja:
não é frescura, não é birra, não é falta de limite.
É o corpo dizendo: “isso aqui eu consigo lidar”.
E aí vem o erro clássico:
🚫 Forçar
🚫 Esconder comida
🚫 Chantagem emocional
🚫 Transformar a refeição em batalha
Resultado?
Mais recusa. Mais estresse. Menos autonomia.
Agora vem a parte que pouca gente quer ouvir:
👉 Enquanto você briga com o comportamento, você ignora a causa.
E criança que não se sente segura… não amplia repertório alimentar.
Quer ajudar de verdade?
Comece respeitando o ponto de partida.
✔️ Use o crocante como ponte, não como inimigo
✔️ Trabalhe textura aos poucos
✔️ Tire a pressão da mesa
✔️ Observe, antes de corrigir
Porque no fim…
não é sobre “fazer comer”.
É sobre ensinar a confiar no alimento.
Tem seco e crocante por aí? Me conta!
Dra. Renata Riciati - Nutricionista Materno-Infantil - CRN3 - 15.884
22/04/2026
🛒 “Seu filho só come o que você compra.”
Frase forte… eu sei.
Mas vamos conversar? 👇
Antes de tudo: isso NÃO é sobre culpa.
É sobre consciência e oportunidade de mudança.
A criança não faz compras.
Ela não decide o que entra na despensa.
Ela aprende — todos os dias — com o que está disponível.
Se o ambiente alimentar é sempre igual, o repertório também tende a ser.
Mas aqui vai o ponto importante:
✨ não é sobre proibir — é sobre equilibrar.
Você não precisa tirar tudo o que seu filho gosta.
Mas pode começar a:
🥕 incluir novos alimentos com frequência
🍎 variar marcas, formatos e preparações
🍽️ expor sem pressão (mesmo que ele não coma)
👩👧 comer junto e dar o exemplo
Porque repetição + segurança = familiaridade
E familiaridade abre portas para a aceitação 💛
Agora me conta:
💬 Como está o “carrinho de compras” da sua casa hoje?
Mais do mesmo ou já tem espaço pro novo? 👀
Dra. Renata Riciati - Nutricionista Materno-Infantil - CRN3 - 15.884
Porque quando a criança tem uma introdução alimentar feita de maneira adequada e saudável, em um ambiente calmo e tranquilo, com os pais dando o exemplo, a chance dessa criança desenvolver seletividade alimentar é muito pequena. Créditos .muritiba
Essa é uma das frases que eu mais escuto no consultório.
E já vou te dizer uma coisa importante:
👉 não, você não “errou” na criação do seu filho.
A preferência por doce não é falta de educação alimentar.
🍬 O doce é: previsível (sempre tem o mesmo sabor) fácil de aceitar não desafia o sensorial da criança.
Agora compara com outros alimentos …
🥦 textura diferente
🍗 cheiro mais intenso
🍅 aparência variável
Para uma criança seletiva, isso pode ser assustador de verdade.
💭 Então não é sobre “querer só doce".
É sobre buscar segurança na comida.
⚠️ O problema não é o doce existir.
É quando ele vira o único alimento seguro!
E aí entram frases como:
❌ “Se não comer, não tem sobremesa”
❌ “Você só gosta de porcaria”
❌ “Na minha época ninguém escolhia”
Que, sem perceber, aumentam a rejeição alimentar.
💛 O caminho não é tirar tudo.
É ensinar, expor e acolher aos poucos.
👇 Me conta aqui:
Seu filho também tem uma “lista de preferidos” dominada por doces?
▫️ “Sim, aqui é só isso!”
▫️ “Doce ele aceita, comida não…”
▫️ “Tô passando exatamente por isso”
Vamos conversar — você não está sozinho(a).
Dra. Renata Riciati - Nutricionista Materno-Infantil - CRN3 - 15.884
13/04/2026
“Quando tiver fome, ele come.”
Será mesmo? 🤔
Algumas crianças preferem passar fome a comer.
E não … isso não é manha.
Para muitas delas, comer pode significar desconforto real: texturas difíceis, cheiros intensos, insegurança, ansiedade …
Então a escolha (mesmo sem consciência) acaba sendo:
👉 é melhor não comer do que enfrentar isso.
A seletividade alimentar não é sobre desafio.
É sobre dificuldade.
E toda dificuldade precisa de acolhimento — não de pressão.
Antes de insistir no prato, vale se perguntar:
💭 O que essa criança está tentando me dizer com esse comportamento?
Porque por trás da recusa, quase sempre existe um motivo.
E é aí que começa o cuidado de verdade. 🤍
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