Isaac Marlon
Psicólogo (CRP 03/28824) e Gestalt-terapeuta
03/05/2026
CACOS DO SEU ESPELHO JÁ ESTÁ NO MUNDO! 🔮🌊🌀⚡
Uma obra de denúncia de social, que mostrar que meu corpo não se aquieta, de mostrar que minha sensibilidade é minha potência... Escrevi com verdade, com poesia, com tantas formas de expressar afetividade, é uma tiragem de tarô, é um mistério, é dúvida, é receio, é medo, é vergonha! São performances escritas pensando com respeito e atenção no simbolismo e significado de cada carta... é um oceano de lágrimas, revolto, uma tempestade de revolução, uma quebra... Mais uma vez resolvi fazer arte com o mal que me pegou, com a colônia que me amarrou, com o beijo falso, seco, e com tudo que foi capaz de me tratar sem o mínimo de humanização, sem o mínimo de verdade, sem o mínimo de afeto e cuidado. Quebrei o espelho, fazendo arte, com as adversidades da vida... Sigo mais liberto, mais alerta, e viva à potência do louco, viva a lua, viva as tristes, loucas ou más!
02/05/2026
Amanhã sai meu novo livro de performatividades poéticas na .uiclap
Vamos começar com um valor promocional!
Essa é minha escrita mais forte... e reflete como a estrutura social que nos adoece, nos desumaniza, aliena e manipula está presente no Espelho de Narciso!
Uma tiragem de tarô, cada carta, uma narrativa... Inspirado nos modelos de poesia da dor e da Escrevivência, cacos do seu espelho é meu novo trabalho de repercussões afetivas...
02/05/2026
A música que ecoa da voz de Bethânia já dizia dos animais feridos, por extinto decididos, e talvez isso seja inteligência emocional, todas as marcas que experimentamos e que nos provoca afeto, falando através de organizações lógicas, temperamentais e até mesmo nos desenvolvendo raciocínios... Inteligência emocional, não é só a inteligência que surge das nossas emoções, é justamente, a organização dessas emoções.
Vamos aprender a separar o que é estratégia de cuidado com estratégia de controle da subjetividade?
Muitas vezes cuidado com controle se confundem... Não só em relações afetivas abusivas, mas também na relação da gente com a sociedade, muitas vezes culpabilizados por sentir e medicalizados simplesmente no aspecto da subjetividade....
O sistema capitalista desumaniza e mata a partir de estratégias de silenciamento. Experimentar os mais diversos afetos é natural e humano, e a nossa natureza afetiva também não deve morrer!
28/04/2026
Cuidar de si também é um ato de coragem. 🌿
Em meio à rotina, às cobranças e aos silêncios que muitas vezes carregamos, a psicoterapia pode ser um espaço de escuta, acolhimento e transformação. Um lugar para reorganizar sentimentos, ressignificar vivências e, principalmente, se reconectar com quem você é.
Atendo adolescentes, adultos, idosos e casais, respeitando a singularidade de cada história e construindo, junto com você, caminhos possíveis.
Tenho experiência na clínica, na saúde e nas políticas públicas, com atuação junto a adolescentes, adultos, casais e diferentes contextos sociais. Minha prática é atravessada por um compromisso ético-político com o cuidado, a escuta qualificada e a promoção de direitos, considerando as singularidades de cada sujeito e as realidades que o constituem. Acredito em uma psicologia implicada, que não se limita ao individual, mas que também reconhece e acolhe as dimensões sociais, culturais e históricas presentes em cada processo terapêutico.
24/04/2026
10 anos de Lemonade e temos esse estudo lindo que debate toda estrutural colonial nas tragédias amorosas que atravessam a mulher negra, que não só elucida a potência desse álbum mas que nos consolida uma expressão artística extremamente potente à psicologia!
16/04/2026
Que honra poder fazer parte desse projeto lindo que é o aquilombaSUS e estar ao lado de tantas obras maravilhosas que trazem todas as nossas tecnologias africanas para pensar o cuidado em saúde, entendendo que esse cuidado sem a tecnologia africana só vai nos produzir mais banzo. Mas que bom que temos tantas pessoas maravilhosas pesquisando sobre isso... Nesse projeto, estou ao lado de Aclaís Amaral e Maria Lidiane Tributino falando sobre como o feminismo negro é um espaço não só epistemológico potente para as bixas pretas, mas também existencial e humano, que nos proporciona acolhimento e nos faz ter nossas dores validadas e compreendidas (pois as dores que sentimentos como solidão, objetificação e desumanização que parte dos marcadores intersceccionais de raça, genero e sexualidade se aproxima ao mesmo formato de dor sentido pela mulher negra na sociedade). O feminismo negro nos proporciona aquilombamento. É uma pesquisa linda e que atravessa o SUS de uma forma extremamente pertinente e decolonial, por novas práticas de cuidado siiiiim! 🧡🌻
13/04/2026
Finalizei nosso treinamento junto com o pessoal do trazendo duas imagens bem reflexivas pra discutir com o pessoal.
Na primeira estou segurando um cartaz criticando essa psicologia neutra e nem postura e nem compromisso político, dos que vivem uma psicologia pautada no epistemicídio que nem sequer vai saber entender nossa história... Enquanto meus colegas de luta pedem junto comigo uma psicologia racializada, e tecnologias de cuidado ancestrais, pra gen e não continuar vivendo esse banzo (mal estar colonial do corpos que foram retirado dos seus territórios físicos e existenciais).
Na segunda é uma mulher negra chorando dizendo que a psicóloga não está entendendo... Enquanto a psicóloga que provavelmente não leu Bell hooks e nem nenhuma filosofia africana de afetos que nascem no aquilombamento manda ela "ter amor próprio", como se fosse um corpo que vive esse privilégio de auto estima inflada, fazendo praticamente uma política de cuidado capitalista, individualizante e neoliberal. (Ps: ela tá aí como psicóloga mesmo viu gente, não é como coach rsrsrsrs)...
Obrigado CRP e à comissão de Relações Raciais pela oportunidade, pelo espaço e pelo momento de força e potência que está sendo esse treinamento que vocês estão promovendo! 🧡🌻
02/04/2026
Marginalização afetiva é aquele processo que faz a família da margarina feliz ter o privilégio de uma boa vivência de repertórios afetivos, enquanto uma mulher tr****ti é justamente a amante que morre e que não aparece nas fotos como alguém que frequenta a família tradicional!
Quanto mais nos distanciamos desse padrão eurocêntrico de ser e existir, de onde está esse amor romântico, a família tradicional brasileira, mas nos distanciamos exatamente do lugar onde o amor é distribuído com mais abundância e ficamos só onde os restos chegam!
A marginalização afetiva tem aparecido fortemente em minhas pesquisas, desde quando comecei a pesquisar a solidão estrutural em que bixas pretas são empurradas... E aí a gente desvenda, o que é extremamente nítido, esse processo muito maior de necropolítica que mata não só o corpo, mas de relacionamentos inspirados no modelo colonial que nos domina em dimensão afetiva! Nossos afetos são moldados pelos modelos de relacionamento colonial, o amor é ferramenta política e ele pode ser o instrumento de libertação e de promoção de aquilombamento em meio toda essa morte, e também pode ser exatamente aquilo que chamam de amor e que é uma corda para nos enforcar.
Espero que essa reflexão nos faça pensar em tantas questões para fazer mesmo um acolhimento mais proporcional aos sofrimentos afetivos!
A colonialidade, longe de ser passado, segue operando como lógica viva. Ela continua classificando corpos, territórios e saberes, determinando quem tem valor e quem deve ser silenciado. Está presente nas estruturas que naturalizam a desigualdade, que transformam diferenças em hierarquias, que perpetuam a ideia de que alguns nasceram para viver e outros apenas para sobreviver. Nesse cenário, o capitalismo atua como engrenagem que intensifica e organiza essas violências, convertendo vidas em números, corpos em produtividade e existência em utilidade. O que não produz, o que não gera lucro, o que não se encaixa, torna-se descartável.
Assim, o sistema articula com precisão quem sofre e quem vive com saúde. Não é coincidência que alguns tenham acesso ao cuidado, ao descanso, à segurança, enquanto outros enfrentam o cansaço extremo, a fome, a exposição constante à morte. Há uma distribuição desigual do direito de viver bem. Há uma política que decide quem pode adoecer e ser tratado, e quem será deixado à própria sorte. O sofrimento, nesse contexto, não é individual, ele é produzido socialmente, sustentado por estruturas que se alimentam da desigualdade.
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.
Categoria
Endereço
Salvador, BA
