Psicologia Clinica / Psicoterapia
Isabel Moura-Carvalho
Psicoterapeuta Psicanalitica
Psicóloga Clínica
(contacto através de mensage
As crianças são fantásticas se lhes dermos espaço, tempo, escuta, atenção; isto é, relação!
O direito das crianças serem crianças é, também, a possibilidade de brincarem.
É que só vivenciando a experiência de ser criança é possível ser-se adulto responsável - consigo e com os outros que o rodeiam.
Claro que este não é um pensamento meu e que já foi escrito e desenvolvido por muitos outros antes de mim.
Mas também é um pensamento meu porque é assim que eu vejo o desenvolvimento e a construção da pessoa humana.
Isabel Moura-Carvalho
Lisboa, Agosto 2017
22/08/2017
Gosto de olhar para imagens - pinturas, fotografias - e construir histórias de "momento". Sem pensar, sem elaborar, sem me preocupar com pseudo-interpretações selvagens.
Isto acontece-me quando gosto do que vejo e fico presa a qualquer coisa da imagem.
Este texto é o reflexo de um pormenor publicado pela artista plástica Teresa Roriz, do seu ultimo quadro "As Bruxas".
Olhei para a menina que não sei se é tão menina assim... ou que podendo ser menina em idade deixou de o ser em inocência. Pequenina e muito zangada, a sua expressão revela o prazer de quem acaba de vencer Nas mãos transporta o troféu que lhe confere o poder de ditar a lei: - um pequeno sapo verde, ainda mais pequeno do que ela, trespassado por uma seta que em nada se assemelha com a de Cupido.
Foi a des-relação que me chamou a atenção - o dominante / o dominado; o que possui / o que é possuído; a inter-dependência dependente, a cegueira face à existência do outro;.... e por aí fora..
E, então, escrevi:
O sapo nunca chegou a ser príncipe - ela matou-lhe a possibilidade da individualidade.
O sapo não podia ser outra coisa que não... sapo.
Não suportava a ideia de que o sapo não sentisse por ela, o que ela sentia por ele... então matou-o.
Queria que o sapo fosse só dela. Matando-o, ele não seria de mais ninguém. Não percebeu que ao fazê-lo, o perderia para sempre
Desejava tanto encontrar um príncipe que demorou tempo demais a perceber que o príncipe que os seus olhos viam, não era príncipe mas apenas um sapo verde.
Isabel Moura-Carvalho Agosto 2017
Ver o quadro na Página de Teresa Roriz: Dar e Receber
Ando estonteada com as certezas que os adultos têm sobre quase todos os temas da vida.
Apresente-se uma qualquer questão sobre uma banalidade ou um tema sério que logo um conjunto de vozes se levantam com um mesmo fulgor em apenas duas cores: o preto ou o branco.
A gente adulta parece criança com desejo de ser escutada e de se afirmar.
Cada individuo adulto precisa de ter a aprovação da razão do seu lado para sentir-se reconhecido - vivo, aprovado, com existência para o outro.
Parece que a moda é não pensar. É que pensar trás dúvidas, impõe outros caminhos de experimentação, implica a possibilidade quase certa de errar e de ter que recomeçar de novo.
Agora ouvem-se umas coisas por aqui e por ali, lêem-se outras tantas coisas em escritos genéricos e fica-se doutorado em qualquer matéria com habilitações para opinar e refutar à séria e sem pudor seja que matéria for.
Ora eu que aos 20 anos e mesmo aos 30 andava de dedo em riste a defender veementemente as "certezas de que tinha a certeza", dou por mim agora a sentir-me desenquadrada dos meus pares.
Quanto mais certezas toda a gente tem mais dúvidas eu me coloco.
E ao contrário do que seria suposto acontecer, sinto-me cada vez mais segura e tranquila por me faltar tanto por saber e por querer tanto partilhar com outros novos caminhos novas hipóteses...
O que acontece muitas vezes é que parece que o tempo agora anda mais depressa... é uma teoria que corre por aí...
ou, se calhar, somos mesmo nós que andamos a correr mais... por aí...
Pois...
Veio isto tudo a propósito de relações.
Relações entre homens e mulheres casados, divorciados, com filhos, de regulações do poder parental.... e das teorias... e da aplicação da lei... e dos direitos da partilha.... e dos direitos do pai e dos direitos da mãe...
- Onde está o Wally? ´pergunto eu
Isabel Moura-Carvalho
Lisboa, 16 de Agosto de 2017
23/07/2017
Os monstros e os fantasmas que nos habitam tornam-se reais quando nós, sem nos darmos conta, nos deixamos invadir por eles e permitimos que sejam eles a comandar a nossa vida.
É difícil perceber que somos nós que lhes damos vida e que somos nós que os alimentamos até eles se tornarem gigantes.
Depois, quando já não cabem dentro de nós, eles tomam-nos como presas e engolem-nos.
Tomam-nos o pensamento e as acções e nós não nos damos conta disso.
Os outros que nos rodeiam vêem-nos outros, deixam de nos reconhecer e, geralmente, depois de vãs tentativas em alertar-nos afastam-se.
E os monstros e os fantasmas a sufocarem-nos o viver e nós aos poucos a reconhecer a diferença de nós em nós.
Nós sem saber como nos livrarmos deles, como nos libertarmos deles.
Um dia, esperamos que sim, vamos tomar consciência de que nos encontramos em modus de sobrevivência e, então, vamos ser capazes de dizer: - basta! De dizer que queremos libertar-nos dos monstros e dos fantasmas que nos assolam e nos fizeram prisioneiros.
E é nesse dia que começa a aventura da descoberta de nós sobre nós.
Esta aventura implica uma viagem em que vamos acompanhados por um guia (chamemos-lhe assim).
Vai ser na relação que vamos estabelecendo com esse guia que, mais não é do que um psicoterapeuta, que nós vamos poder mergulhar na nossa história actual indo repescando artefactos da nossa infância e abrindo uma janela para o nosso futuro.
Esta é uma viagem longa, uma aventura em que não temos um mapa com um percurso bem delineado.
Mas aos poucos e sem nos darmos bem conta disso largamos os monstros e os fantasmas para trás e começamos a respirar de novo, a pensar o novo e a agir o diferente.
Isabel Moura-Carvalho
Julho de 2017
16/05/2017
Ora aqui está um colóquio que julgo ser bastante interessante para quem gosta da pintora Graça Morais e da temática que é mais abordada na sua pintura. Apesar deste Colóquio ser sobre "O Mito e a Metamorfose", a exposição que estará patente na delegação da Gulbenkian em Paris - entre 31 de Maio e 27 de Agosto, próximos - o feminino deverá ser abordado tendo em conta o percurso da pintora, penso.
Considero que este Colóquio tem um especial interesse para os Psicólogos Clínicos sobretudo para aqueles que são psicoterapeutas ou se encontram em formação.
Pensar para lá da "especificidade da técnica" permite ter uma visão e uma escuta mais ampla e compreensiva do outro.
Ouvir profissionais de outras áreas com diferentes leituras e perspectivas sobre esta temática (ou outra dentro deste âmbito) também permite ter uma escuta mais ampla e compreensiva do outro.
Interessante é descobrir que apesar de diferente existem elementos comuns que permitem um diálogo enriquecedor para todos.
A cultura, neste caso as artes plásticas, são essenciais para poder ser-se psicoterapeuta - Isto evidentemente tendo em conta aquilo que considero como essencial para um desempenho de qualidade do individuo psicoterapeuta.
Isabel Moura-Carvalho
Maio 2017
Por David Ataíde:
"Descobrimos que crescemos quando paramos de procurar os
monstros debaixo da cama e percebemos que estão dentro de
nós"
www.youtube.com/watch?v=mWRsgZuwf_8
09/04/2017
A relação: a necessidade do poder / a aceitação da diferença
(a propósito da vida real e de uma canção dos Supertramp)
Esta história de acharmos que sabemos o que é melhor para o outro tem que se lhe diga...
Porque o fazemos? para que o fazemos? que necessidade é esta de querermos mudar o outro?
O outro diferente incomoda-nos e nós muitas vezes nem nos apercebemos desse nosso mal estar, nem sequer nos questionamos acerca do porquê de nos sentirmos assim.
Por vezes sentimo-nos atacados com esta liberdade do outro em poder escolher ser diferente. Defendemo-nos afastando-o de nós, marginalizando-o.
Mas de que é que nós nos precisamos de defender?
É de nós próprios que nos defendemos. Porque o outro diferente obriga-nos a pensarmo-nos, a questionarmo-nos sobre as nossas próprias escolhas. E fazê-lo é difícil. Muitas vezes nem sequer sabemos como fazê-lo...isto é, não conseguimos pensar-nos.
Vezes há, no entanto, que somos nós a introduzir a possibilidade da diferença junto do outro. Mas de tão in-usual que é poder acontecer assim que ele, o outro, não vai conseguir escutar-nos. Tanto mais acontece desta forma quanto mais as experiências relacionais do outro vão no sentido de não lhe respeitarem as suas escolhas.
Isabel Moura-Carvalho
Abril 2017
"(...) Don't do this and don't do that
What are they trying to do? Make a good boy of you
Do they know where it's at?
Don't criticize, they're old and wise
Do as they tell you to
Don't want the devil to
Come and put out your eyes
Maybe I'm mistaken expecting you to fight
Or maybe I'm just crazy, I don't know wrong from right
But while I'm still living, I've just got this to say
It's always up to you if you wanna be that (...)"
Supertramp: School
https://www.youtube.com/watch?v=j8QqxMvb8AM
Voice of Supertramp Roger Hodgson, Writer and Composer - School Roger Hodgson, co-founder and legendary voice of Supertramp, delights audiences around the world when he performs this fan favorite, School. Roger is current...
07/04/2017
O que eu pinto conta sempre uma história.
Muitas vezes as histórias são de viagens que propõem uma aventura: "descobrir-me dentro de mim / encontrar-me na relação com o outro"
Isabel Moura-Carvalho
Pintura em pastel sobre papel canson
Exposição de Abril de 2014, na Studio Team Box, Lx Factory
29/03/2017
Porque a loucura não se pega mas é contagiante
Porque um hospital psiquiátrico não é diferente de um outro hospital
Porque a Rádio Aurora é um projecto feito por pessoas com psicodiagóstico internadas ou não no HJM.
Então é assim:
Conhecem esta Banda Portuguesa?
Se quiserem saber o percurso da banda: passado, presente e futuro...
contactem a Rádio Aurora Outra Voz por msg do FB e assistam ao vivo ao programa.
Não se inibam. É uma rádio cuja equipa é acolhedora, entusiasmada e que tem sempre um sorriso para receber quem aparece.
Importante referir que o "estúdio" de gravação é mesmo, efectivamente, realmente uma varanda de um dos edificios do Hospital Julio de Matos.
"Esta sexta feira recebemos uma das bandas mais promissoras do panorama musical português...estão convidados a participar e a ouvir ao vivo....na varanda mais bonita do Hospital Júlio de Matos..."
Rádio Aurora a Outra Voz
29 de Março de 2017
Vaarwell - Branches Get the Love and Forgiveness EP: [email protected] (physical copy) https://vaarwell.bandcamp.com/releases (digital) For more of Vaarwell check out: h...
28/03/2017
Pois... até que pode parecer estranho... é que se aprende o contrário disto...
Mudar de registo implica desejo, pensamento, vontade e acção.
Vale a pena alinhar na aventura de mudança individual.
Não se leia deixar de ser quem se é porque não foi o que eu escrevi. Primeiro porque isso não é possível e sendo eu sou contra!
A mudança tem muito que se lhe diga... e nesta frase pode implicar toda a aprendizagem de um novo léxico afectivo.
Isabel Moura-Carvalho
Março 2017
(cartaz partilhado de Psicoterapia Auxano)
08/03/2017
En Cáceres, dia 17 de Março
organizado por Psicoterapia Auxano
Obrigada pela partilha Antonio A. Tinajas Puertas
07/03/2017
Psicologia Cinica / Psicoterapia é a minha Página. Siga as minhas publicações aí.
É muito fácil basta um clic em seguir.
Não se proíba para não deixar que os outros o/a proíbam
porque é você, pessoa adulta, que tem que encontrar dentro de si - aprendendo . os limites que sente importantes (que quer) pôr a
si e aos outros.
Entretanto não cale a catarse porque ela alivia...
nem que seja no momento.
Se a quer duradoura...
faça psicoterapia!!
Isabel Moura-Carvalho
Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.
Categoria
Website
Endereço
Lisbon
